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Margareth Buzetti anuncia licença do Senado e projeta candidatura em 2026 pelo PP

Senadora Margareth Buzetti. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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A senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), anunciou que deixará o Senado a partir de 1º de outubro, abrindo espaço para o segundo suplente da chapa, José Lacerda (PSD). No cargo há cerca de três anos, a parlamentar afirmou que cumpre um rodízio político acordado e considera ter atingido as metas legislativas estabelecidas desde o início do mandato.

“Assumi o compromisso de apresentar e avançar em proposições que considerava essenciais para a sociedade. Com muito esforço, conseguimos aprovar e encaminhar essas leis antes mesmo do prazo que eu estimava que fosse até dezembro. Por isso, entendo que este é o momento adequado para abrir espaço ao suplente e permitir que ele também contribua com o mandato”, declarou.

No anúncio, Buzetti adiantou que passará a se dedicar ao projeto político de 2026, quando deve disputar novamente o Senado, agora pelo PP. A sigla estará federada ao União Brasil na próxima eleição. “Vou me dedicar e contribuir com o Partido Progressista na sua estruturação para as eleições de 2026, ajudando a preparar o projeto político e eleitoral que teremos pela frente”, disse.

A senadora assumiu a cadeira pela primeira vez em 2022, por 120 dias, e voltou ao cargo em 2023, após o titular Carlos Fávaro (PSD) ser nomeado ministro da Agricultura no governo Lula. Fávaro retorna ao Senado nesta semana para participar da votação da PEC da Blindagem, aprovada recentemente pela Câmara.

Durante o mandato, Buzetti apresentou projetos que resultaram em leis relevantes, como a que transformou o feminicídio em crime autônomo, a que criou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais e a que ampliou o direito à reconstrução da mama em casos de mutilação. Também relatou a chamada “Lei Joca”, que cria regras para o transporte aéreo de animais domésticos e segue em tramitação na Câmara.

Entre as proposições ainda em análise estão o PL 2.810/2025, que prevê medidas mais rígidas contra crimes sexuais envolvendo pessoas vulneráveis, e o PL 854/2025, que trata da regularização ambiental em pequenas propriedades rurais.

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