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Lúdio avalia que nova intervenção na Saúde não é boa opção: “Não resolve nada”

Segundo deputado, medida só prolonga problemas, que precisam ser enfrentados
Deputado Lúdio Cabral | Foto: JL Siqueira/ALMT

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Uma nova intervenção do estado na saúde de Cuiabá, na reta final da gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), não seria uma boa opção na opinião do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Ele defende que, neste momento, é essencial um encontro entre o atual prefeito, o próximo prefeito Abilio Brunini (PL) e o governador Mauro Mendes (União) para discutir ações imediatas que possam solucionar os gargalos, como a falta de leitos e insumos.

“A saúde vive uma crise crônica, agudizada agora que estamos no final do ano e no final de um governo. Na minha opinião, e o exemplo da intervenção que aconteceu em 2023 demonstra isso, intervenção não resolve nada, só prolonga os problemas. O que precisa é haver diálogo entre o Estado e a Prefeitura de Cuiabá, porque se não houver diálogo, os problemas não se solucionam”, destacou.

“É muito importante, neste momento de dificuldade na assistência em Cuiabá, que o atual prefeito, o atual governador, o próximo prefeito e suas equipes técnicas se sentem à mesa para encontrar medidas práticas para atravessar essa etapa difícil que é o final do ano. Então, é diálogo, as pessoas sentadas à mesa para pensar nas tarefas práticas que precisam ser levadas adiante”, acrescentou.

Nesta segunda-feira (9), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa marcou uma reunião, às 14h, com representantes do Ministério Público e do Tribunal de Contas para discutir o assunto.

Na semana passada, o procurador-geral de Justiça, Deosdete Junior, solicitou ao Tribunal de Justiça que peça ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma análise urgente sobre diversas inconsistências apontadas pelo governo na prestação de serviços de saúde em Cuiabá.

O procurador alertou que, caso as falhas identificadas não sejam corrigidas a curto prazo, o processo deverá retornar ao Ministério Público Estadual (MPMT) para avaliação de possíveis medidas restritivas ou, eventualmente, a imposição de uma nova intervenção na saúde.

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