O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou nesta terça-feira (16) que espera que a eventual participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na Marcha para Jesus, em Cuiabá, tenha caráter religioso e não político. Ao comentar a possibilidade de o parlamentar comparecer ao evento, Lúdio aproveitou para fazer críticas à família Bolsonaro e às recentes investigações envolvendo aliados do grupo.
Ao falar se a presença de Flávio poderia transformar a Marcha para Jesus em um ato político, o petista respondeu em tom crítico.
“Eu espero que ele venha participar da Marcha para Jesus para orar e pedir perdão dos pecados que ele cometeu, especialmente os últimos pecados da relação dele com o Daniel Vorcaro”, declarou.
Lúdio também comentou a recente condenação envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio. Sem entrar no mérito da decisão judicial, afirmou que o Judiciário apenas cumpriu sua função institucional.
“A Justiça cumpriu o papel que ela tem. Não cabe a mim fazer juízo de valor sobre isso”, disse.
No entanto, ao comentar a declaração do deputado estadual Gilberto Cattani, que classificou Eduardo Bolsonaro como vítima de perseguição política e afirmou que a condenação já estaria previamente articulada, Lúdio rebateu a tese.
“É porque ele sabia dos crimes que ele tinha cometido. Quando você tem consciência da inocência, você fica e se defende, você não foge. O que o Eduardo Bolsonaro fez foi fugir para os Estados Unidos”, afirmou.
Na sequência, o parlamentar ampliou as críticas ao afirmar que novas investigações poderão trazer outros desdobramentos envolvendo a família Bolsonaro.
“Isso é só a ponta do iceberg. A hora que a Polícia Federal desvendar o dinheiro do Vorcaro, que foi parar naquele fundo lá do Texas, que é administrado pelo advogado Eduardo Bolsonaro, aí sim a verdade e os crimes da família Bolsonaro vão se revelar. Por isso que o Flávio Bolsonaro precisa aproveitar toda a Marcha para Jesus onde ele for, toda igreja onde ele parar, para orar bastante e pedir perdão pelos pecados que ele cometeu”, concluiu.


















