Lideranças políticas de Mato Grosso reagiram com fortes declarações à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, nesta segunda-feira (4), a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi tomada um dia após Bolsonaro participar por videochamada de manifestações em diversas cidades do país, incluindo Cuiabá, e é baseada no entendimento de que ele descumpriu medidas cautelares que o proibiam de utilizar redes sociais.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) classificou a decisão como mais um episódio de perseguição política contra o ex-presidente. “Mais uma vez, assistimos à injustiça contra o nosso presidente Jair Bolsonaro. A prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes é mais um capítulo de uma perseguição política que envergonha o Brasil e afronta a democracia. Estão tentando calar a voz de quem sempre defendeu a liberdade e o povo brasileiro. Mas não conseguirão!”, publicou em seu perfil no Instagram.
Vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, o deputado Coronel Assis (União Brasil) também se manifestou com indignação e classificou a medida como “revanchista e arbitrária”. “A decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro expõe ao mundo uma das maiores crises institucionais que o país já passou nas últimas décadas, revelando os aspectos sombrios do autoritarismo e do deserto moral ao qual foi afundada a nação” afirmou, em nota.
Assis ainda disse que o gesto representa uma tentativa da esquerda de tirar de cena “o maior líder da direita que o Brasil já viu”.
O deputado federal Nelson Barbudo (PL), por sua vez, reforçou o discurso de que a decisão representa uma tentativa de silenciar a direita. “Querem calar Bolsonaro a qualquer custo! E depois de um ato tão grandioso como o de ontem, vem essa decisão absurda tentando amordaçar a voz do povo brasileiro!”, disse nas redes sociais.
Na contramão das críticas, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes. “Bolsonaro preso! Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A história cobra. A democracia resiste. E quem atentou contra ela começa a pagar”, escreveu.
A decisão judicial determina que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas (exceto familiares e advogados) e recolhimento de todos os celulares presentes no local. Moraes justificou que o ex-presidente burlou de forma deliberada a proibição de uso de redes sociais ao produzir e veicular conteúdo por meio de aliados, o que teria motivado a medida mais severa.
Bolsonaro é réu em ações penais no Supremo e é investigado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A sua participação, mesmo remota, nas manifestações de domingo (3) foi apontada pelo ministro como fator decisivo para configurar descumprimento das medidas cautelares já impostas.


















