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Janaina vê dificuldade para aprovar RGA e cobra diálogo do governo com servidores

Deputada diz que proposta em discussão não tem ambiente político e condiciona votação a acordo com sindicatos

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) vê dificuldade na aprovação da proposta de Revisão Geral Anual (RGA) encaminhada pelo governo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A parlamentar afirmou não perceber clima favorável no Parlamento para a validação do percentual e defendeu a ampliação do diálogo com servidores públicos e entidades sindicais. A votação do projeto está prevista para a tarde desta quarta-feira (21).

Segundo Janaina, o movimento dentro da Assembleia não busca embate político nem exposição midiática, mas a construção de um entendimento que seja aceito pela categoria.

“Eu acredito que não vai passar aqui na Casa. É uma proposta de 4,79% e eu não vejo ambiente pra passar. Agora, quem sabe se o governo for um pouquinho mais benevolente e cumprir com aquilo que é devido, quem sabe a gente não pode ter um acordo. A pressão que tá sendo feita aqui é pra isso, pra vir acordo, não pra ficar jogando pra plateia”, declarou.

A deputada também criticou o fato de o Executivo concentrar as negociações apenas com parlamentares, sem ouvir diretamente os representantes dos servidores. De acordo com ela, as reivindicações vão além do índice apresentado.

“O que eu tenho ouvido é que não basta apresentar um percentual. É fundamental o reconhecimento da dívida, pensar num planejamento futuro. Isso é dignidade para o servidor que está com o salário defasado”, afirmou.

Janaina ressaltou ainda que a atual defasagem salarial poderia ter sido minimizada caso o Estado tivesse adotado uma política contínua de recomposição ao longo dos últimos anos.

“Se o Estado tivesse feito reajustes de 1,5%, 2% ao ano, essa dívida já estaria praticamente liquidada. Mas o governo foi intransigente. O governador chegou a dizer que não daria nem um milímetro a mais, com arrogância, sem ouvir ninguém, e agora tem que correr atrás do prejuízo”, disparou.

Apesar do tom crítico, a parlamentar avaliou que o cenário atual difere de votações anteriores, já que o projeto está formalmente em tramitação e há votos suficientes para barrar a proposta caso não haja consenso.

“Hoje nós temos 12 votos. Então ou vem uma proposta que os sindicatos aceitem, ou esse projeto não passa. Eu acredito num desfecho diferente, com votação e maioria formada, mas tudo vai depender do que o governo apresentar”, explicou.

Sobre a possibilidade de um índice maior, semelhante ao aprovado pelo governo federal, Janaina ponderou que a decisão depende diretamente da posição dos sindicatos.

“Ai vai depender da discussão com os sindicatos. A gente segue as orientações que vêm da base. Talvez algo em torno disso, com previsão futura do passivo, possa iniciar uma discussão”, avaliou.

Por fim, a deputada afirmou que a expectativa agora se concentra na reunião prevista no Palácio Paiaguás e nos encaminhamentos que serão apresentados pelo Executivo.

“A gente está torcendo para que venha uma proposta que seja aceita também pelos sindicatos. Sem isso, não adianta forçar votação”, concluiu.

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