O Governo de Mato Grosso lançou, nesta sexta-feira (17), um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher e à redução dos casos de feminicídio. As ações integram o programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres” e foram apresentadas junto à formalização de um pacto entre instituições como Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
Durante o anúncio, o governador Otaviano Pivetta destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos públicos. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso permanente do Estado e integração entre políticas públicas. Estamos dando continuidade a um trabalho já iniciado, ampliando ações e fortalecendo a rede de proteção, porque essa é uma demanda real da sociedade. Não podemos aceitar a violência como algo normal, é isso que este programa representa: um conjunto de medidas integradas para reduzir a violência e garantir mais segurança e dignidade às mulheres de Mato Grosso”, afirmou.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, ressaltou o caráter coletivo da iniciativa. “A responsabilidade de prevenir e combater a violência contra a mulher é de todos. Estamos lidando com um problema que envolve comportamento e uma cultura historicamente marcada pela desigualdade de gênero entre homens e mulheres. Enfrentar uma questão dessa magnitude exige atuação conjunta, com compartilhamento de responsabilidades entre diferentes instituições”, disse.
Entre as ações anunciadas estão a implantação de uma delegacia especializada 24 horas em Várzea Grande, além da criação de novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso. Também está prevista a instalação de núcleos de atendimento em cidades do interior e o reforço de estruturas como a Patrulha Maria da Penha e a perícia oficial, com espaços específicos para acolhimento de vítimas.
Outro destaque é a criação de um portal estadual com informações integradas sobre violência contra a mulher, reunindo dados, serviços e acompanhamento das ações. O programa também prevê teleatendimento psicológico para vítimas e familiares, além de iniciativas de inclusão social e acesso ao mercado de trabalho.
A senadora Margareth Buzetti chamou atenção para a necessidade de mudança cultural. “Muitas vezes, a reação violenta vem justamente diante do avanço das mulheres, que hoje estudam, se qualificam e ocupam cada vez mais espaços. Por isso, é fundamental atuar na base, especialmente dentro das escolas, para que crianças e adolescentes compreendam desde cedo que a violência não é aceitável e não pode ser reproduzida”, avaliou.
O deputado federal Fábio Garcia também destacou a importância da integração das políticas públicas. “Também é fundamental atuar na conscientização e na punição dos agressores. Tenho convicção de que, com esse trabalho conjunto, vamos avançar no enfrentamento ao feminicídio e proteger melhor as mulheres”, afirmou.
Como parte da iniciativa, foi firmado o Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê ações como a criação de Procuradorias da Mulher nos municípios e o desenvolvimento de programas voltados à reeducação de agressores.
O governo também reforçou que o Estado já vem ampliando investimentos na área. Somente em 2025, foram destinados R$ 95 milhões para ações de combate à violência contra a mulher, incluindo expansão de delegacias especializadas, núcleos de atendimento e programas sociais de apoio às vítimas.

















