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Emanuel lembra assassinato do pai e critica atuação da Câmara no caso Paccola; “constrangedora”

Foto: Davi Valle

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O prefeito Emanuel Pinheiro voltou a comentar, nesta quinta-feira (14), sobre a morte do agente socioeducativo Alexandre Myagaya, de 41 anos, alvejado pelo vereador e policial militar, Marcos Paccola, em Cuiabá. Segundo o emedebista, a atuação da Câmara Municipal, que decidiu adiar para depois do recesso a decisão sobre a cassação do parlamentar, é “constrangedora”. Ele ainda lembrou do assassinato de seu pai, quando tinha apenas nove anos.

“É uma atuação constrangedora. Está visível na feição de cada vereador de Cuiabá. Uma situação que, meu Deus do céu. E eles não fazem outras coisas que não seja ficarem expostos sobre o caso. A decisão deveria ser rápida, porque é um processo massacrante, que está expondo o legislativo e os parlamentares”, pontuou Emanuel Pinheiro.

Os vereadores adiaram a votação do afastamento imediato do vereador tenente coronel Paccola aprovando um requerimento do vereador Sargento Vidal (MDB) na sessão desta quinta-feira (14). Com isso, a votação acontecerá somente após o recesso legislativo, no dia 2 de agosto.

Emanuel Pinheiro comenta que não se envolve nas decisões da Câmara, mas pontua que todo o processo, as imagens e a manifestação dura do Ministério Público (MPMT), que chegou a pedir a prisão do vereador, deveriam ser levadas em conta.

“Acho que a Câmara fez uma opção pelas normas, agora é aguentar esta superexposição por duas semanas. Muda a pauta interna do Legislativo. Não queria estar na pele dos vereadores. Até antes de ocorrer este crime, nem lembrava da existência deste vereador. Para mim, tanto faz como tanto fez o trabalho dele na oposição. Não foi uma articulação da base, vereadores da base votaram contra. Está na cara que o vereador está desesperado e precisa achar um culpado ou dar um viés político, que não vai pegar, para a barbaridade acontecida”, explica Emanuel.

O prefeito acrescenta que a sociedade não merece isto e também aproveitou para relembrar o assassinato do seu pai, o ex-deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo, morto com seis tiros, em 1974, pelo comerciante João Lopes quando buscava a reeleição.

“O pedido foi muito forte. Foram quatro promotores, os delegados, todos assinaram o pedido de prisão preventiva. Mesmo diante da violência, atrocidade, barbaridade, as pessoas precisam não falar só do assassinato, mas lembrar de uma vítima inocente, que morreu sem saber o motivo, pelas costas. Imagina como será o futuro desta criança dele. Perdi meu pai assassinado com nove anos de idade. Isso é muito duro, dói demais. Como será o futuro desta criança”, disse Emanuel.

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