O líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), articula uma reunião com o Executivo antes da votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores, nesta quarta-feira (21). A expectativa é de melhorar o índice proposto e, ao mesmo tempo, evitar atrasos que possam comprometer a inclusão do reajuste na folha salarial de janeiro. Segundo ele, o diálogo com o Palácio Paiaguás é considerado decisivo neste momento final de tramitação.
O parlamentar explicou que as negociações em torno da RGA começaram ainda na semana passada, mas avançaram efetivamente após reuniões com o governador Mauro Mendes nos dias 19 e 20. Conforme o deputado, até então não havia confirmação de que o projeto seria encaminhado ao Legislativo, o que gerou falhas de comunicação entre os Poderes. A base governista chegou a atuar para viabilizar o envio do texto na segunda-feira (19), mas o protocolo só ocorreu nessa terça-feira (20), com a proposta prevendo reajuste de 4,26%, índice calculado com base no IPCA.
Mesmo com o projeto já em tramitação, o deputado afirmou que a base do governo segue em contato direto com a Casa Civil e a equipe econômica para tentar abrir uma última rodada de negociações antes da votação marcada para o dia 21. O objetivo é avaliar se existe margem legal e financeira para o Executivo apresentar um substitutivo com percentual superior, já que a Assembleia não pode, por iniciativa própria, elevar salários do Executivo sem risco de inconstitucionalidade.
O líder governista também chamou atenção para o impacto do calendário legislativo sobre o pagamento dos servidores. De acordo com ele, qualquer atraso na votação, inclusive por pedido de vista, pode impedir que o reajuste seja aplicado ainda na folha de janeiro, fazendo com que o índice só passe a valer a partir de fevereiro, sem possibilidade de retroatividade. Diante disso, Dilmar defendeu a aceleração da tramitação e a manutenção do diálogo com o Executivo, buscando uma solução que preserve o cronograma e, se houver decisão política do governo, permita o aprimoramento do percentual antes da votação final.


















