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Dilmar tenta reunião com o governo para melhorar RGA antes da votação

Líder do Executivo na ALMT busca evitar atraso na folha salarial de janeiro, já que deputados podem pedir vista se projeto permanecer com índice de 4,26%
Deputado Dilmar Dal Bosco durante Sessão Ordinária na Tribuna da ALMT | Foto: MARCOS LOPES/ALMT

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O líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), articula uma reunião com o Executivo antes da votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores, nesta quarta-feira (21). A expectativa é de melhorar o índice proposto e, ao mesmo tempo, evitar atrasos que possam comprometer a inclusão do reajuste na folha salarial de janeiro. Segundo ele, o diálogo com o Palácio Paiaguás é considerado decisivo neste momento final de tramitação.

O parlamentar explicou que as negociações em torno da RGA começaram ainda na semana passada, mas avançaram efetivamente após reuniões com o governador Mauro Mendes nos dias 19 e 20. Conforme o deputado, até então não havia confirmação de que o projeto seria encaminhado ao Legislativo, o que gerou falhas de comunicação entre os Poderes. A base governista chegou a atuar para viabilizar o envio do texto na segunda-feira (19), mas o protocolo só ocorreu nessa terça-feira (20), com a proposta prevendo reajuste de 4,26%, índice calculado com base no IPCA.

Mesmo com o projeto já em tramitação, o deputado afirmou que a base do governo segue em contato direto com a Casa Civil e a equipe econômica para tentar abrir uma última rodada de negociações antes da votação marcada para o dia 21. O objetivo é avaliar se existe margem legal e financeira para o Executivo apresentar um substitutivo com percentual superior, já que a Assembleia não pode, por iniciativa própria, elevar salários do Executivo sem risco de inconstitucionalidade.

O líder governista também chamou atenção para o impacto do calendário legislativo sobre o pagamento dos servidores. De acordo com ele, qualquer atraso na votação, inclusive por pedido de vista, pode impedir que o reajuste seja aplicado ainda na folha de janeiro, fazendo com que o índice só passe a valer a partir de fevereiro, sem possibilidade de retroatividade. Diante disso, Dilmar defendeu a aceleração da tramitação e a manutenção do diálogo com o Executivo, buscando uma solução que preserve o cronograma e, se houver decisão política do governo, permita o aprimoramento do percentual antes da votação final.

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