O deputado federal Juarez Costa (Republicanos-MT) afirmou que a divulgação de delações premiadas pode provocar danos irreparáveis à reputação de investigados antes que eles tenham a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. O posicionamento foi dado ao comentar a acusação de que teria recebido R$ 30 milhões e um automóvel BMW em suposta propina quando exercia o cargo de prefeito de Sinop.
Ao responder se considera a delação premiada uma “máquina de moer reputações”, o parlamentar afirmou e argumentou que a exposição pública das acusações ocorre antes da conclusão das investigações, comprometendo a imagem dos envolvidos.
“É claro que mói a reputação. Eu tenho uma história de 45 anos de vida pública. Fui duas vezes vereador, duas vezes deputado estadual, duas vezes prefeito de Sinop e estou no segundo mandato como deputado federal. Não tenho nada que manche, que macule a minha imagem. De repente surge uma notícia que está em segredo de Justiça, em sigilo, e ela aparece na imprensa. Massacram o deputado para depois ouvi-lo”, declarou.
Juarez afirmou que decidiu conceder entrevista por respeito ao trabalho da imprensa, embora reconheça que a repercussão da defesa dificilmente alcança a mesma dimensão da acusação inicial.
“Eu vim aqui em respeito à imprensa. Mas a gente sabe que agora não tem o mesmo resultado. Depois que mancham a tua reputação, o estrago já foi feito. Meu único caminho é provar que não existe nada, e nisso eu estou muito tranquilo”, afirmou.
O deputado também voltou a contestar a existência de qualquer prova material que comprove as acusações feitas contra ele e ironizou declarações atribuídas ao delator sobre supostos registros em vídeo.
“Volto a reafirmar: disseram que tem vídeo mostrando que recebeu dinheiro. Eu quero ver esse vídeo e quero ver se estou de paletó ou não”, concluiu.

















