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Prefeito acusa oposição de colocar Guarantã do Norte em risco: “Não é fiscalização, é interesse pessoal”

De acordo com ele, um eventual afastamento poderia comprometer serviços essenciais e o funcionamento da máquina pública

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O prefeito de Guarantã do Norte, Marcio Gonçalves (Novo), conhecido no município como Subtenente Marcio Gonçalves, criticou durante visita em Cuiabá, a postura adotada pela oposição na Câmara Municipal e afirmou que os embates políticos têm ultrapassado os limites do debate democrático, trazendo prejuízos diretos à administração e à população.

Segundo o gestor, embora considere natural a existência de divergências políticas, ele avalia que parte dos vereadores oposicionistas tem atuado com objetivos que vão além da fiscalização do Executivo. Marcio afirmou receber as críticas com tranquilidade, mas defendeu que a oposição exerça seu papel de forma responsável e comprometida com os interesses do município.

“A gente vê nitidamente, e a população já entendeu isso. Eu, como advogado e professor, recebo as críticas de forma muito tranquila, faz parte do sistema democrático. A oposição deve existir, mas de forma ordenada, consciente e responsável, para que possa, inclusive, apontar bons rumos e caminhos”, declarou.

O prefeito também demonstrou preocupação com as consequências administrativas de uma eventual instabilidade política neste período. Ele ressaltou que o município está em uma fase decisiva para a formalização de convênios e lembrou que o calendário eleitoral estabelece prazos que precisam ser cumpridos pelo chefe do Executivo.

“Quando essa oposição é feita com segundas intenções, de forma irresponsável, como está ocorrendo nos últimos meses, ela coloca em risco a própria cidade. O prefeito é quem representa o município na assinatura de convênios, e nós temos até o dia 4 para firmar uma série deles. Imagine a possibilidade de um prefeito ser afastado justamente às vésperas dessas assinaturas. O risco é muito grande”, afirmou.

Marcio acrescentou que a responsabilidade do prefeito vai além da celebração de convênios, abrangendo também a gestão financeira da administração municipal. De acordo com ele, um eventual afastamento poderia comprometer serviços essenciais e o funcionamento da máquina pública.

“A folha de pagamento supera R$ 2 milhões, é o prefeito quem gerencia o pagamento dos servidores e de todos os prestadores de serviço. Quando uma oposição trabalha apenas para afastar um prefeito legitimado por mais de 7.500 votos, por decisão de oito pessoas, entendemos que é uma oposição desmedida, irresponsável e movida por interesses pessoais”, criticou.

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