O prefeito de Guarantã do Norte, Márcio Gonçalves (Novo), afirmou que tem enfrentado resistência política por adotar um modelo de gestão baseado em critérios técnicos para a escolha dos secretários municipais, em vez de indicações partidárias. Segundo ele, a decisão de selecionar integrantes do primeiro escalão por meio de processo seletivo representa uma ruptura com práticas tradicionais da política e tem provocado descontentamento entre grupos que defendiam a distribuição de cargos por articulação política.
Conhecido no município como Subtenente Márcio Gonçalves, o prefeito disse que a administração “pagou um preço caríssimo” pela mudança na forma de composição da equipe de governo. De acordo com ele, a seleção buscou identificar profissionais qualificados, com formação superior e capacidade técnica para solucionar os problemas da gestão pública.
“Pagamos um preço caríssimo por escolher secretários através de um processo seletivo que identificou pessoas com capacidade técnica, com nível superior e com capacidade de resolver problemas, distanciando-se do modelo antigo de gestão da velha política, que sempre fazia indicações de pessoas que nem sempre tinham a vocação ou a capacidade técnica para exercer essas funções”, declarou.
Márcio afirmou que a principal reação veio de setores políticos acostumados com a prática de nomeações por interesses partidários. Para ele, esse modelo não atende mais às necessidades da administração pública.
“Existe um inconformismo por parte da velha política, que queria manter o velho sistema do ‘toma lá, dá cá’. Isso é inaceitável nos dias de hoje”, criticou.
O prefeito ainda citou administrações que, segundo ele, servem de referência por priorizarem critérios técnicos na composição de suas equipes, mencionando exemplos de gestões em Joinville, Iascura, em Santa Catarina, e do Governo de São Paulo.
“Modelos de gestão como Joinville, como Iascura, em Santa Catarina, e como o do governador Tarcísio, em São Paulo, privilegiam pessoas técnicas para resolver problemas, e não pessoas movidas por interesses pessoais ou pela politicagem. Essa não é a nossa proposta”, concluiu.
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