A deputada federal Gisela Simona (União) protocolou uma representação junto à Executiva Estadual do União Brasil solicitando a expulsão do vereador de Aripuanã, Luciano Demazzi (União), por violência política de gênero contra a prefeita do município, Seluir Peixer Reghin (União).
Em vídeo publicado nas redes sociais na última sexta-feira (20), Gisela afirmou que já sofreu ataques semelhantes e declarou não tolerar esse tipo de conduta. “Sei bem o que é isso, já sofri na pele diversas vezes e isso não pode ser naturalizado. Já é difícil ser mulher na política e pior ainda é ver esse tipo de ataque acontecer”, disse.
Segundo a representação, as manifestações do vereador em redes sociais e declarações públicas ultrapassam a crítica administrativa e configuram, em tese, violência política de gênero, crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral, com pena de até quatro anos de reclusão.
De acordo com o documento, os ataques tiveram início em 11 de fevereiro e incluem referências ao tratamento oncológico da prefeita, insinuações sobre sua vida pessoal, questionamentos à paternidade de seus filhos e supostas associações com atividades criminosas.
Diante da gravidade, a prefeita registrou boletim de ocorrência e apresentou queixa-crime por calúnia, injúria e difamação. Mesmo após as medidas judiciais, os ataques teriam continuado.
Gisela Simona, que também preside o União Brasil Mulher, reforçou que a violência política contra mulheres é uma prática usada para constranger e deslegitimar lideranças femininas. “Não podemos naturalizar ataques que buscam diminuir, humilhar ou intimidar”, declarou.
A representação pede a abertura de processo ético-disciplinar com aplicação da penalidade máxima prevista no estatuto do partido: o cancelamento da filiação.
Em manifestações anteriores, o vereador Luciano Demazzi afirmou temer por sua segurança após realizar críticas à gestão municipal e sustenta que seus questionamentos tratam de supostas irregularidades administrativas, incluindo despesas com serviço de fumacê.
O caso será analisado pela direção estadual do União Brasil, que deverá instaurar procedimento interno para apuração dos fatos.


















