O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), condenou a medida anunciada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de suspender o programa de entrega de marmitas para pessoas em situação de rua na capital. Para o parlamentar, cortar a alimentação de pessoas nessa situação não é uma atitude cristã.
“A alimentação é algo sagrado. Acho que tem que criar um lugar específico, sim, mas cortar a alimentação, eu não vejo isso como positivo. Essa é a minha opinião. Também não dá para ficar lá no centro distribuindo alimento, tem que criar um lugar próprio para isso. Agora, parar de dar comida para eles, parar de alimentar, eu não vejo isso como uma atitude cristã”, disse o presidente da Assembleia.
A decisão de suspender o programa de entrega de alimentos pela Prefeitura de Cuiabá foi anunciada por Abilio na sexta-feira (17), durante visita à região do Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá e no Morro da Luz, locais com grande concentração de pessoas em situação de rua. Segundo o gestor, a decisão foi tomada como uma das medidas para eliminar qualquer “facilitador” que incentive as pessoas a permanecerem nessa situação. Ele também afirmou que a proibição tem como base as leis de vigilância sanitária que proíbem a distribuição de alimentos nas ruas. No entanto, a notícia ganhou repercussão nacional, tornando o prefeito alvo de diversas críticas.
Acompanhado do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Abílio garantiu que apresentará ao Ministério Público uma proposta de ação para desocupar esses locais e encaminhar as pessoas para um centro de apoio que será implantado na antiga sede da Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Professora Edna Affi, mais conhecida como Avenida das Torres.
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