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Citado em investigação, Kássio diz estar tranquilo e afirma não ter ligação com esquema de emendas

Vereador afirma que recursos foram devidamente executados, defende transparência e diz não ter nada a esconder
Foto: Donatto Aquino/Secom

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O vereador Kássio Coelho (Patriota) comentou as investigações que apuram suposto esquema de desvio de emendas parlamentares envolvendo o Instituto Brasil Central (Ibrace) e afirmou estar tranquilo quanto à destinação dos recursos feitos durante seu mandato. O parlamentar teve o nome citado no inquérito que deu origem à Operação Gorjeta, mas nega qualquer irregularidade e diz que suas emendas foram corretamente aplicadas e fiscalizadas.

Segundo Kássio, uma das emendas mencionadas refere-se a um repasse feito em 2023, com execução no ano seguinte.

“Eu destinei emenda em 2023 e foi executada em 2024 de R$ 200 mil para a Corrida da Vida. Eu não pude estar presente porque eu era candidato à reeleição e não poderia participar. O evento foi realizado e eu olhei se estava tudo certinho, até porque para destinar outra emenda tem que prestar conta”, explicou.

O vereador reforçou que, ao longo de todo o mandato, poucas emendas foram pagas e todas dentro da legalidade.

“Eu estou bastante tranquilo em relação a minha emenda. Foram pagas duas emendas na gestão do ex-prefeito, de todo o meu mandato. Colocaram essa questão que eu estava sendo investigado e eu não tenho nada a ver com o processo”, declarou.

Kássio também destacou que costuma adotar critérios de transparência na destinação dos recursos e que divulga publicamente as emendas.

“Eu destinei emenda para 50 e poucos institutos e estou destinando agora para mais uns 6, 8. Adotei a estratégia de colocar tudo no meu instagram, então quem quiser ver é só olhar lá. Estou bastante tranquilo e aberto para qualquer pergunta. Não tenho nada a esconder”, afirmou.

Além disso, o parlamentar ressaltou que parte das emendas é direcionada a pedidos feitos por outros vereadores.

“Eu passo minhas emendas para alguns colegas. Eu não vou ficar atrás de emenda. Eu passei minhas emendas para 4, 5 colegas. Coloquei [emenda] para o autismo com a Maysa e com outros colegas que sempre pediram”, disse.

A Operação Gorjeta investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas ao Ibrace. Além de Chico 2000, afastado do cargo por decisão judicial, a apuração cita repasses feitos pelos vereadores Cezinha Nascimento, Kássio Coelho, Lilo Pinheiro, Dr. Luiz Fernando, Wilson Kero Kero e Rodrigo Arruda e Sá. A Justiça determinou a realização de uma auditoria, a cargo da Controladoria Geral do Município de Cuiabá, para analisar todos os Termos de Fomento firmados entre o instituto e a Prefeitura desde 2022, no prazo de 120 dias.

De acordo com relatório da Polícia Civil, o Ibrace teria sido utilizado para a prática de crimes contra a administração pública, incluindo peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Entre novembro de 2022 e abril de 2025, o instituto recebeu mais de R$ 5,4 milhões do município, sendo a maior parte oriunda de emendas parlamentares.

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