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Cattani diz que condenação de Eduardo Bolsonaro já era esperada e chama ex-deputado de “herói brasileiro”

Parlamentar afirma que decisão do Supremo foi motivada por perseguição política e defende que Eduardo Bolsonaro não é foragido, mas exilado nos Estados Unidos

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou na quarta-feira (17) que a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) já era previsível. Para o parlamentar mato-grossense, o resultado do julgamento não causou surpresa porque o processo foi conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em declaração à imprensa, Cattani disse que Eduardo Bolsonaro já tinha conhecimento da possibilidade de uma condenação antes de deixar o Brasil. Segundo ele, a saída do país ocorreu após supostas sinalizações de perseguição.

“Uma vez que o Alexandre de Moraes ia julgar o Eduardo, já sabíamos que a condenação seria feita. Uma condenação totalmente fora do contexto jurídico do nosso país, sem ter nem mesmo o acusado ter sido notificado ou intimado para isso. Vindo de onde veio, a gente já sabia que ia acontecer isso”, afirmou.

Ao defender o aliado político, Cattani rejeitou a classificação de Eduardo Bolsonaro como foragido da Justiça. O deputado afirmou que o ex-parlamentar estaria nos Estados Unidos por razões políticas e o definiu como “um herói brasileiro”.

“Ele já foi para lá [EUA] por causa disso. Então, assim que a gente ganhar a eleição, as coisas mudam. Ele sempre foi considerado como foragido, mas ele não é um foragido, ele é um herói brasileiro que está exilado por perseguição política”, afirmou.

O parlamentar também demonstrou confiança em uma mudança no cenário político nacional e citou a expectativa de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), irmão de Eduardo, nas eleições de outubro.

Condenação

Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto. A decisão apontou o crime de coação no curso do processo, relacionado à atuação do ex-deputado nos Estados Unidos em ações que, segundo a Corte, tiveram como objetivo pressionar o Judiciário brasileiro e dificultar o andamento das investigações sobre a trama golpista.

O ex-parlamentar vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Com a condenação, ele passa a ser considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa por até oito anos, além de ter sido determinado o pagamento de multa de aproximadamente R$ 150 mil e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, função da qual já estava afastado.

A defesa ainda pode recorrer da decisão.

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