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Cattani acusa Pará de abandonar população em área disputada e pede reconhecimento a MT

O deputado também elogiou a atuação da Assembleia Legislativa na defesa dos interesses da região

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), apoio à mobilização de parlamentares mato-grossenses em torno da disputa territorial entre Mato Grosso e Pará, tema que voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira (10) durante audiência realizada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação discute a definição dos limites entre os dois estados em uma região localizada no sul do Pará, área que, segundo lideranças políticas de Mato Grosso, mantém forte vínculo econômico e social com o território mato-grossense.

Para Cattani, a população que vive na região contestada está mais integrada à estrutura econômica e aos serviços oferecidos por Mato Grosso do que ao próprio Estado do Pará. O parlamentar argumentou que produtores rurais e moradores enfrentam dificuldades em razão da atual configuração territorial, especialmente em questões relacionadas à logística e à tributação.

“Veja bem, o sul do Pará é altamente produtivo e as pessoas que estão ali são mato-grossenses, até porque utilizam todos os recursos do Mato Grosso. Por exemplo, no transporte de gado que é feito ali, se você for vender para o lado de Mato Grosso, precisa inclusive arcar com impostos por conta da questão da divisa. É um absurdo aquilo ali. O Mato Grosso é quem assiste aquelas pessoas, por isso eu digo que eles são mato-grossenses. O Pará não oferece assistência nenhuma”, afirmou.

O deputado também elogiou a atuação da Assembleia Legislativa na defesa dos interesses da região e destacou o envolvimento do presidente da Casa, deputado estadual Max Russi, na articulação política em Brasília.

“O trabalho da Assembleia nesse sentido é de suma importância e muito louvável. Acho que o presidente Max Russi está de parabéns por ter comprado essa briga. Hoje nos dividimos para atender também à pauta dos vetos, que é muito importante, mas uma boa parte dos deputados foi para Brasília lutar por esses mato-grossenses que estão ali, desassistidos pelo Pará e que precisam, de fato, pertencer ao seu estado de origem”, declarou.

Questionado sobre a sessão legislativa realizada paralelamente à audiência no STF, Cattani afirmou que a Assembleia mantém condições de votar os vetos que tramitam na Casa e descartou a existência de matérias consideradas polêmicas na pauta.

“Não que eu saiba. Acho que não há nenhum veto polêmico”, disse.

Sobre a possibilidade de alcançar quórum suficiente para as deliberações, o parlamentar explicou que a participação remota dos deputados garante o andamento dos trabalhos.

“Tem quórum, porque é possível votar online também. Até os que estão lá em Brasília podem votar. A gente acompanha e pode orientar para que a votação aconteça normalmente”, concluiu.

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