O deputado estadual Eduardo Botelho (União) tratou de afastar qualquer leitura de reaproximação política após a reunião que teve com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na última segunda-feira (12). Adversários na disputa pela Prefeitura da capital em 2024, os dois mantêm uma relação marcada por críticas públicas e embates nas redes sociais.
Botelho afirmou que o encontro teve caráter exclusivamente institucional e foi motivado pela necessidade de destravar a entrega de cerca de 16 mil títulos de regularização fundiária na capital. De acordo com ele, o diálogo não representou trégua política nem mudança de posicionamento entre as partes.
Segundo o deputado, o processo de regularização vem sendo trabalhado desde 2023 e os títulos já estão praticamente prontos nos cartórios, mas não avançaram por entraves administrativos. Diante de comentários de que a Prefeitura estaria segurando as entregas, Botelho decidiu procurar o prefeito pessoalmente para esclarecer a situação.
Durante a conversa, Abilio negou que esteja impedindo a liberação das escrituras dos bairros Alvorada e Santa Isabel e, ainda na presença de Botelho, acionou a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michele Dreher Alves, solicitando celeridade no processo.
O deputado relatou que, ao final da reunião, ambos deixaram claro que seguirão em campos políticos opostos. Para Botelho, isso não inviabiliza o diálogo quando há interesses coletivos envolvidos. Ele frisou que divergência política não se confunde com inimizade pessoal e que continuará disposto a conversar sempre que o assunto beneficiar Cuiabá.
Apesar disso, Botelho não poupou críticas à condução política do prefeito. Segundo ele, discorda da forma como Abilio administra o município e faz política, o que o mantém na posição de oposição. Ainda assim, reforçou que, em pautas estruturantes, o diálogo é necessário e legítimo.
Ao final, o deputado também criticou duramente a postura do prefeito em se recusar a dialogar com o governo federal, comandado pelo presidente Lula (PT). Para Botelho, a resistência ideológica prejudica diretamente a capital ao inviabilizar o acesso a recursos federais.


















