A Polícia Civil de Mato Grosso identificou a advogada Fabiana Félix de Arruda Souza como uma peça-central em um esquema de lavagem de dinheiro movimentado por uma organização criminosa na capital. O caso foi detalhado durante a Operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (5), que resultou no bloqueio das contas bancárias da jurista por determinação judicial.
As investigações apontam que o esquema era comandado por um líder da facção que, mesmo custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), mantinha o controle sobre o tráfico de drogas, extorsões e domínio territorial em bairros de Cuiabá. A advogada teria atuado diretamente na dissimulação desses valores, permitindo que o capital circulasse fora do sistema formal para evitar o rastreamento das autoridades.
De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, a participação de Fabiana ultrapassava os limites do exercício profissional. “Ela fornecia contas para que fosse feita a dissimulação dos valores. Não era somente trabalho advocatício. Havia, de fato, a lavagem de dinheiro por parte dela, inclusive com uso de pessoas interpostas”, explicou o delegado.
A análise das quebras de sigilo bancário revelou uma movimentação superior a R$ 20 milhões em um período de aproximadamente dois anos. O grupo utilizava métodos como depósitos fracionados e transferências sucessivas entre diversas contas para ocultar a procedência ilícita do dinheiro.
Curiosamente, a polícia informou que Fabiana não atuava formalmente na defesa do faccionado investigado; sua ligação com o grupo era estritamente financeira. Vale ressaltar que a advogada já havia sido alvo da Operação Apito Final anteriormente. A Polícia Civil agora analisa o material apreendido nesta nova fase para identificar outros integrantes da rede de lavagem de capitais.


















