A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, se tornou palco de indignação após a circulação de mensagens em que estudantes discutiam a criação de uma lista classificando colegas como “estupráveis”. O conteúdo veio à tona nesta terça-feira (5) e levou a direção da Faculdade de Direito a se manifestar publicamente contra o episódio.
De acordo com a instituição, os registros foram compartilhados em aplicativos de mensagens e envolvem alunos do curso de Direito e possivelmente de outras áreas. As conversas indicariam, de forma explícita, a intenção de praticar violência sexual contra alunas, o que gerou forte repercussão dentro da comunidade acadêmica.
Diante da gravidade, o Centro Acadêmico de Direito divulgou nota de repúdio, classificando a conduta como incompatível com qualquer princípio ético, jurídico e humano. A entidade ressaltou que atitudes desse tipo contrariam diretamente os valores defendidos na formação jurídica, como o respeito à dignidade e aos direitos fundamentais.
O episódio também reacendeu preocupações com a segurança no campus, especialmente após casos anteriores de violência. Estudantes destacaram o clima de insegurança e cobraram providências firmes para evitar novos episódios.
A direção da faculdade informou que já instaurou um procedimento interno para apurar os fatos. Segundo a instituição, a investigação ocorre sob sigilo, medida necessária para garantir a integridade das informações e a responsabilização adequada dos envolvidos. A universidade reforçou que o sigilo não significa omissão.
Por fim, a UFMT orientou que possíveis vítimas ou testemunhas procurem os canais oficiais para denúncia. A administração afirmou que acompanha o caso de perto e garantiu que medidas serão tomadas para coibir qualquer forma de violência ou discurso que incentive práticas criminosas dentro do ambiente acadêmico.




















