Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mauro reage à apuração no STJ e atribui divulgação de caso a “fábrica de fake news”

Ex-governador nega favorecimento ao Banco Master, afirma que processo ocorreu dentro da legalidade e diz que adversários tentam desgastar sua pré-candidatura ao Senado
O governador Mauro Mendes, que vai entrar na Justiça contra decreto de Lula Crédito - Mayke Toscano/Secom

publicidade

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), utilizou as redes sociais na noite dessa quinta-feira (25/6) para se manifestar sobre a investigação instaurada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura possíveis irregularidades no credenciamento do Banco Master para operar o cartão-benefício Credcesta destinado aos servidores estaduais.

Em vídeo com pouco mais de quatro minutos, Mauro afirmou que a divulgação do caso faz parte de uma estratégia para prejudicar sua imagem no início da corrida eleitoral. Segundo ele, a notícia surgiu logo após o anúncio de sua pré-candidatura ao Senado.

“A fábrica de fake news não para em Mato Grosso. Provavelmente vocês viram uma notícia de uma suposta investigação sigilosa que estaria ocorrendo lá no STJ contra mim. Por muita coincidência, essa notícia foi publicada exatamente no dia seguinte quando eu anunciei a minha pré-candidatura ao Senado”, afirmou.

As reportagens publicadas nesta semana informam que a apuração busca esclarecer se houve favorecimento ao Banco Master durante o processo de credenciamento do Credcesta, realizado em 2023, após a ampliação da margem consignável dos servidores estaduais por meio de decreto.

Ao comentar o assunto, Mauro voltou a negar qualquer irregularidade e afirmou que a ampliação da margem foi uma iniciativa da Assembleia Legislativa.

“Em 2023, o Estado abriu 10% a mais de margem e isso foi feito a pedido da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Barranco, do Partido dos Trabalhadores. Mas todo esse processo foi feito dentro da mais absoluta legalidade”, declarou.

O ex-governador também sustentou que o Banco Master não recebeu tratamento diferenciado, destacando que outras instituições financeiras participaram do mesmo procedimento de credenciamento.

“Vinte e quatro bancos e instituições se credenciaram para fornecer este cartão-benefício aos servidores. Portanto, o Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar. Quando ele se cadastrou, já tinha quatro bancos e instituições autorizados a prestar esse serviço”, disse.

Ainda durante o pronunciamento, Mauro questionou o foco da investigação em Mato Grosso, argumentando que o modelo do cartão-benefício foi implantado em diversos estados brasileiros.

“Esse cartão-benefício existiu em 22 estados brasileiros, com o Master e com diversas outras instituições. Eu pergunto a vocês: onde está o favorecimento?”, afirmou.

Na sequência, o ex-governador negou conhecer Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e afirmou que não mantém qualquer relação com o empresário.

“Não conheço e não tenho nenhuma relação com esse tal Vorcaro. Essa semana tentaram fabricar uma fake news nesse sentido e isso já foi desmentido por um documento oficial emitido pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.”

Sem citar nomes, Mauro também acusou um adversário político de atuar nos bastidores para influenciar investigações e provocar desgaste à sua pré-campanha.

“Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal, junto com alguns políticos aqui de Mato Grosso, para criar algum tipo de operação, algum tipo de situação para tentar me prejudicar.”

Ao relembrar uma investigação ocorrida em 2014, quando administrava a Prefeitura de Cuiabá, Mauro afirmou que o caso foi posteriormente arquivado e que a situação lhe causou prejuízos políticos.

“Dois anos depois, um parecer da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e da Justiça arquivou tudo. Mas aquilo me causou grandes danos e transtornos. O que eles estão tentando de novo é aplicar esse golpe para tentar me prejudicar.”

Encerrando o vídeo, o ex-governador disse confiar nas instituições e garantiu que continuará sua caminhada rumo às eleições.

“Eu acredito em Deus, acredito na seriedade da grande maioria do Ministério Público e da grande maioria do Judiciário brasileiro. Nenhuma mentira ou tentativa de maldade vai tirar de mim e da minha esposa, Virgínia, o propósito de continuar trabalhando e ajudando o nosso Mato Grosso.”

Veja vídeo

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade