A discussão sobre a data da eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá segue dividindo opiniões entre os parlamentares e ainda está longe de um consenso. O vereador Ilde Taques afirmou que a maioria dos vereadores presentes em uma reunião realizada no Colégio de Líderes se manifestou favoravelmente à realização do pleito em 1º de outubro, mas reconheceu que o entendimento construído inicialmente pode não se confirmar.
Segundo o parlamentar, havia um acordo para que a decisão da maioria fosse respeitada pelos 27 vereadores da Casa. No entanto, após o encontro, surgiram sinais de que parte dos parlamentares pode não estar disposta a seguir o que foi definido.
“Tivemos uma reunião no Colégio de Líderes ontem. Foi acordado que a maioria dos 27 vereadores que decidisse por uma data seria respeitada. Mas, pelo que eu vi depois da reunião, não vai ter consenso. Não sei se voltaram atrás ou se agora não querem cumprir o que foi combinado. Mas a grande maioria decidiu pelo dia 1º de outubro”, afirmou.
De acordo com Ilde, 14 vereadores manifestaram apoio à nova data, número insuficiente para aprovar uma alteração regimental ou legislativa que exige maioria qualificada. Ainda assim, ele defende que a posição predominante deveria ser considerada.
“Precisam de 18 votos, mas havia um pré-acordo de que a decisão da grande maioria seria respeitada. Pelo que estou vendo, não vai haver consenso”, declarou.
O vereador argumenta que a mudança da data poderia evitar questionamentos jurídicos e eventuais disputas judiciais envolvendo a eleição da Mesa Diretora, cenário que alguns parlamentares temem diante de precedentes recentes em outras cidades.
“Nós queremos evitar qualquer tipo de constrangimento e problema para o Parlamento. Se houver consenso para a mudança da data e ela entrar dentro do marco estabelecido, que seria a partir de 1º de outubro, não teria mais problema de judicialização”, disse.
Ilde também ressaltou que representantes de todos os grupos políticos da Câmara participaram das discussões, incluindo parlamentares ligados à presidente da Casa, Paula Calil, e ao vereador Mário Nadaf, autor de uma proposta que prevê a realização da eleição após o período eleitoral.
“Todos os vereadores que compõem os grupos participaram da reunião. Os ligados à Paula e ao Mário também participaram. E chegamos a uma data de consenso pela maioria, que seria o dia 1º de outubro. Agora vamos ver se vai ser isso mesmo ou não”, comentou.
Questionado se a escolha da data tem relação com a disputa política em torno da sucessão da Mesa Diretora, o vereador admitiu que a construção de um acordo será fundamental para evitar novos impasses.
“Tem que haver consenso, porque para mudar a data serão necessários dois terços dos votos. Se não houver consenso, permanece o dia 25 de agosto. Ou então alguém pode judicializar essa data, e aí teremos que ver o que acontece”, concluiu.

















