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Prefeito prevê transformação econômica com chegada da ferrovia: “Vai mudar a cara da região”

Para o prefeito, a integração entre poder público e iniciativa privada será determinante para aproveitar o potencial logístico aberto pela nova ferrovia

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A inauguração da ferrovia estadual operada pela empresa Rumo Logística é vista pela administração de Primavera do Leste como um marco para o desenvolvimento econômico de toda a região sudeste de Mato Grosso. Durante entrevista, o prefeito Sérgio Machnic (PL) falou sobre os impactos positivos que o novo modal de transporte já começa a gerar no município e afirmou que a obra tem potencial para transformar a dinâmica econômica local nos próximos anos.

Segundo o gestor, a chegada da ferrovia é resultado de uma união de esforços entre diferentes esferas de governo e representa uma oportunidade histórica para ampliar investimentos, gerar empregos e fortalecer a industrialização da produção regional.

“Nós de Primavera do Leste ficamos muito felizes porque o Governo do Estado deu apoio, a Assembleia Legislativa criou as leis para ser a primeira ferrovia estadual de Mato Grosso e o Governo Federal também incentivou. O governador Mauro Mendes, na época, e agora o governador Otaviano Pivetta deram todo o incentivo. A região vai se transformar com certeza”, afirmou.

Embora o terminal ferroviário esteja localizado em Dom Aquino, Sérgio ressaltou que os benefícios ultrapassam os limites municipais e devem alcançar cidades vizinhas, como Campo Verde, além de impactar diretamente toda a economia mato-grossense.

“O terminal é em Dom Aquino, mas vai atingir Primavera do Leste, que é a cidade mais próxima, Campo Verde, toda a região e todo o Mato Grosso. Essa ferrovia vai para Lucas do Rio Verde, mas enquanto isso ela ficará aqui por um período. É uma transformação”, destacou.

O prefeito revelou ainda que a movimentação econômica provocada pela instalação da estrutura ferroviária já é perceptível. De acordo com ele, entre 150 e 200 empresas terceirizadas estão atuando na região para prestar serviços à concessionária responsável pela operação da ferrovia.

“Temos conversado e hoje existem entre 150 e 200 empresas em Primavera do Leste dando assistência para a Rumo. Isso significa mais geração de emprego, mais renda, mas também mais demanda por educação, saúde e serviços públicos. Por isso estamos nos preparando e oferecendo treinamento para os jovens se adaptarem às novas tecnologias e às oportunidades que estão surgindo”, explicou.

Além da qualificação profissional, a prefeitura trabalha para atrair novos empreendimentos industriais ao município. O prefeito afirmou que tem realizado agendas nacionais e internacionais em busca de investidores interessados em agregar valor à produção agrícola local.

“O prefeito está viajando pelo Brasil e pelo mundo, conversando com quatro ou cinco países para trazer indústrias para cá. Queremos agregar valor ao nosso produto, industrializar a produção e utilizar a ferrovia para levar esses produtos industrializados até o Porto de Santos. Isso gera emprego, renda e muda a cara da região e de Mato Grosso”, declarou.

Questionado sobre quais diferenciais Primavera do Leste oferece para atrair indústrias, o prefeito citou exemplos de empresas já instaladas no município e que poderão ampliar sua competitividade com a utilização do transporte ferroviário.

“Vou dar o exemplo da Cargill. Hoje ela produz cerca de 12% do óleo de soja consumido no Brasil e esse produto sai embalado em caminhões. Agora poderá seguir em vagões da Rumo até o Porto de Santos. Temos também a FS, que produz etanol e DDG, e a Granja Mantiqueira, que produz quatro milhões de ovos por dia. Tudo isso pode ser transportado pela ferrovia e até exportado”, afirmou.

Para o prefeito, a integração entre poder público e iniciativa privada será determinante para aproveitar o potencial logístico aberto pela nova ferrovia.

“Uma cadeia produtiva puxa a outra. Cabe a nós, como gestores, fazer o dever de casa, trabalhar junto com os vereadores, secretários e empresários para criar as condições necessárias para que todos ganhem. O desenvolvimento precisa beneficiar toda a cidade e toda a região”, concluiu.

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