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Botelho evita condenar concessão sem licitação e cobra estudos sobre demanda do BRT

A proposta segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa e ainda deverá ser debatida pelos parlamentares antes de eventual votação em plenário
Fotos: Vanderson Ferraz/ALMT

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), comentou nesta quarta-feira (10), a proposta em tramitação na Casa que pode autorizar o Governo do Estado a conceder a operação do BRT de Cuiabá e Várzea Grande sem a realização de licitação, permitindo que o serviço seja assumido pelas atuais empresas responsáveis pelo transporte coletivo metropolitano.

Ao ser questionado sobre um possível substitutivo ao Plano de Mobilidade Urbana que beneficiaria diretamente o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), Botelho afirmou não ter conhecimento detalhado da matéria e disse ter sido surpreendido pela informação.

“Não sei, não estou sabendo disso não”, declarou inicialmente.

O parlamentar ressaltou que a discussão não deve se limitar ao modelo de concessão, mas considerar principalmente a viabilidade econômica e operacional do novo sistema de transporte. Segundo ele, o BRT terá caráter complementar à atual rede de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande, exigindo integração com as empresas que já possuem concessões vigentes.

“O problema não é essa questão. O problema é a viabilidade do sistema de transporte. O BRT vai ser um sistema auxiliar para Cuiabá e Várzea Grande. Evidentemente que o governo deve estar estudando qual a melhor possibilidade. Hoje, trabalhar sem as empresas que detêm a concessão em Cuiabá e Várzea Grande é algo muito complicado”, afirmou.

Botelho ponderou que uma eventual operação isolada do BRT por uma empresa sem ligação com o sistema já existente poderia enfrentar dificuldades financeiras, especialmente em razão da integração tarifária e da divisão da receita obtida com as passagens.

“Ficaria inviável para uma empresa operar apenas esse trecho, porque ela teria participação parcial nas passagens. Eu não estou acompanhando esse estudo, mas para mim foi até surpresa falar dessa questão da licitação, porque, pelo que entendi, ainda não tem essa definição”, disse.

Questionado se a medida poderia ser prejudicial ao sistema, o deputado evitou críticas e voltou a destacar a necessidade de uma análise técnica aprofundada antes de qualquer decisão. Segundo ele, o funcionamento do BRT dependerá da quantidade de passageiros transportados e da forma como será feita a integração com as demais linhas urbanas.

“Não é prejudicial. O governo vai ter que analisar isso. A pessoa pega um ônibus em um bairro, depois entra no BRT e, muitas vezes, ainda utiliza outro ônibus para chegar ao destino. É preciso ver o estudo desse trajeto, qual é o número de passageiros que subirão no BRT para avaliar a viabilidade. Eu não vi esse estudo ainda e, para mim, também foi surpresa essa discussão sobre dispensa de licitação”, concluiu.

A proposta segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa e ainda deverá ser debatida pelos parlamentares antes de eventual votação em plenário.

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