O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), esteve em Cuiabá na quarta-feira (27), onde fez duras críticas aos governos federais comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao longo das últimas duas décadas.
Durante participação na abertura oficial da GreenFarm 2026, realizada no Parque Novo Mato Grosso, Caiado afirmou que pretende liderar uma oposição firme ao grupo político atualmente no comando do Palácio do Planalto e apontou o avanço das facções criminosas como um dos principais problemas enfrentados pelo país.
“Nosso palanque vai bater doído exatamente nesse escárnio que é o país”, declarou o presidenciável ao comentar o cenário nacional.
Segundo Caiado, os anos de gestão petista foram marcados pelo fortalecimento de organizações criminosas, aumento da corrupção e ausência de políticas estruturantes voltadas à juventude e ao desenvolvimento econômico.
“Esses 20 anos comandados pelo PT tiveram crescimento do PCC, do Comando Vermelho e dos escândalos de corrupção”, afirmou.
O político goiano também relembrou sua trajetória de oposição ao PT e disse que iniciou os enfrentamentos ao partido ainda na década de 1980, quando defendia pautas ligadas à economia de mercado e ao direito de propriedade.
Além da participação na feira de negócios, Caiado integrou o Fórum LIDE Agro, onde dividiu espaço com outras lideranças nacionais, entre elas o deputado federal Ricardo Salles e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol.
Questionado sobre as divergências políticas regionais dentro do PSD, incluindo a presença do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, no comando da sigla em Mato Grosso, Caiado minimizou os conflitos locais e afirmou que a prioridade da centro-direita deve ser a construção de uma aliança ampla para o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo ele, o campo conservador precisa evitar disputas internas que possam enfraquecer candidaturas de oposição e favorecer o PT no processo eleitoral.
O pré-candidato também destacou articulações políticas em estados considerados estratégicos, como São Paulo, Minas Gerais e regiões do Sul do país, além de afirmar que os debates eleitorais serão fundamentais para ampliar sua projeção nacional junto ao eleitorado.



















