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Caciques da União Progressista em MT terão poder para decidir apoios nas eleições

A composição ganha peso em meio ao imbróglio interno sobre a concentração de poder e o controle das decisões partidárias

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A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, protocolou nesta quarta-feira (27), na Justiça Eleitoral, a lista dos dirigentes que terão poder de voto para definir os rumos do grupo em Mato Grosso nas eleições deste ano.

Na prática, caberá a esse seleto grupo decidir quem a federação vai lançar ou apoiar nas disputas para o Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. A composição ganha peso em meio ao imbróglio interno sobre a concentração de poder e o controle das decisões partidárias.

O comando estadual ficará nas mãos do ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), escolhido como presidente do diretório. A vice-presidência será ocupada pelo ex-senador Cidinho Santos (PP).

Também terão assento no colegiado a suplente de senador Margareth Buzetti (PP), o senador Jayme Campos (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues (União Brasil).

Jayme, porém, tem sido uma das vozes críticas ao modelo de composição, por contestar a concentração das decisões nas mãos de poucos caciques.

Na suplência, foram indicados a ex-primeira-dama Virginia Mendes (União Brasil), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), o presidente da MT Par, Wener Santos (PP), e o empresário Eusébio Diniz (PP).

O diretório estadual é o órgão máximo da federação dentro de Mato Grosso. É ele quem delibera sobre candidaturas, apoios e coligações. Por isso, a lista protocolada não é apenas burocrática: ela define quem terá assento à mesa onde serão tomadas as decisões mais importantes do grupo para a eleição

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