O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) interrompeu o julgamento que pode definir a validade de um leilão envolvendo uma fazenda de aproximadamente 25 mil hectares, situada entre Nova Brasilândia e Planalto da Serra. Avaliada em cerca de R$ 2 bilhões, a área é alvo de uma disputa judicial que gira em torno da legalidade da arrematação.
O caso voltou à pauta nesta quarta-feira (6), quando a Terceira Câmara de Direito Privado começou a analisar o recurso apresentado por uma instituição financeira ligada ao BTG Pactual, responsável pela compra do imóvel por cerca de R$ 130 milhões. A decisão de primeira instância havia anulado o leilão, o que motivou a contestação.
Durante a sessão, foram levantados questionamentos sobre a origem da dívida que levou o imóvel à hasta pública, além da grande diferença entre o valor pago e a avaliação atual da propriedade. A defesa do banco apontou falhas na decisão inicial e criticou o laudo pericial que estimou o débito em cerca de R$ 43 milhões.
Já os representantes da empresa ligada aos antigos proprietários sustentaram a validade da perícia e defenderam a manutenção da anulação do leilão. O relator do caso, juiz convocado Antônio Veloso Peleja Júnior, indicou não haver inconsistências nos cálculos apresentados no processo.
Antes da análise do mérito, a desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira solicitou vista dos autos para examinar com mais profundidade os pontos levantados, o que resultou na suspensão do julgamento. O processo segue sem data definida para retomada e ainda carrega repercussões anteriores, incluindo o afastamento de um magistrado que atuava no caso por decisão do CNJ.





















