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TRE forma maioria para manter cassação de vereadora de Diamantino por compra de votos

Monnize Zangeroli, do União Brasil, foi condenada em primeira instância por compra de votos, abuso de poder econômico e irregularidades na campanha de 2024

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso formou maioria para manter a cassação do mandato da vereadora de Diamantino Monnize Zangeroli, do União Brasil, condenada em primeira instância por compra de votos, abuso de poder econômico e irregularidades na campanha de 2024. O julgamento, porém, foi suspenso após pedido de vista, quando o placar chegou a 4 votos a 2 pela manutenção da perda do cargo.

A ação também envolve o pai da parlamentar, o ex-secretário de Estado de Fazenda Éder de Moraes Dias, apontado como responsável pela coordenação e pelas finanças da campanha. Segundo a denúncia analisada pela Justiça Eleitoral, o planejamento previa gastos entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, valor muito acima do limite legal de R$ 39 mil.

Na primeira instância, o juiz da 7ª Zona Eleitoral concluiu que houve pagamento direto a eleitores. Um dos episódios citados no processo envolve Everton Catunda, que teria recebido R$ 5 mil em troca de 20 votos.

Durante as apurações, foram apreendidos R$ 6 mil em espécie, camisetas de campanha não declaradas e anotações em caderno com nomes, valores e registros de pagamentos que não constavam na prestação oficial de contas.

Conforme a decisão, a negociação não se limitava a um simples aluguel mensal de R$ 500, mas indicava vantagem econômica desproporcional vinculada à obtenção de votos, o que reforçou a caracterização de prática eleitoral irregular.

Monnize é médica e filha de Éder Moraes, que comandou a Secretaria de Fazenda nas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa. A sentença de primeiro grau fixou multa de R$ 53 mil para ela e para o pai, diante da gravidade e da repetição das condutas apontadas no processo.

No recurso ao TRE, a defesa da vereadora alegou nulidade das provas obtidas em mandado de busca e apreensão, falta de fundamentação da sentença e cerceamento do direito de defesa. As preliminares, no entanto, foram rejeitadas, o que permitiu o avanço do julgamento para análise do mérito.

Relator da ação, o juiz Raphael de Freitas Arantes votou pela anulação da cassação de Monnize, por entender que não há provas suficientes da participação direta da parlamentar nos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo desembargador Marcos Machado.

Em sentido contrário, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra defendeu a manutenção da cassação da vereadora e o afastamento de Éder Moraes da condenação eleitoral, por não ter sido candidato no pleito.

Esse posicionamento foi seguido pelos juízes Luiz Otávio Marques e Juliana Maria da Paixão Araújo, além da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, formando maioria de 4 votos a 2.

Com o pedido de vista apresentado pelo juiz Pérsio Oliveira Landim, a conclusão do julgamento ficou adiada.

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