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Júlio Campos diz que Pivetta não herdará todo o prestígio de Mauro Mendes em 2026

Na avaliação dele, mesmo que um gestor tenha aprovação em torno de 75%, a capacidade de transferência não ultrapassa cerca de 20% do eleitorado

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O deputado estadual Júlio Campos (União) avaliou que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não deve conseguir transferir integralmente para si o prestígio e a avaliação positiva do governo Mauro Mendes (União) na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026. Segundo o parlamentar, a transferência de votos entre gestores, mesmo quando o governo é bem avaliado, é limitada.

De acordo com Júlio, o capital político de um governador não se converte automaticamente em votos para um sucessor. Na avaliação dele, mesmo que um gestor tenha aprovação em torno de 75%, a capacidade de transferência não ultrapassa cerca de 20% do eleitorado. Para o deputado, a candidatura precisa ser construída de forma própria, com identidade e força pessoal do candidato.

A declaração foi feita durante conversa com a imprensa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na quarta-feira (10), ao comentar o cenário eleitoral do próximo ano. Júlio foi questionado sobre a discrepância entre pesquisas que indicam alta aprovação do governo Mauro Mendes e, ao mesmo tempo, mostram Otaviano Pivetta com desempenho mais modesto nas intenções de voto.

Segundo o parlamentar, levantamentos internos apontam um cenário de equilíbrio entre três nomes na disputa pelo governo do Estado: o senador Wellington Fagundes (PL), o senador Jayme Campos (União) e o vice-governador Otaviano Pivetta. Ele afirmou que os três aparecem tecnicamente empatados.

Ao falar sobre a possível candidatura do irmão Jayme Campos, Júlio ressaltou que o desempenho final dependerá das alianças políticas que forem consolidadas ao longo dos próximos meses. Para ele, a definição do quadro eleitoral passará pela capacidade de articulação, formação de grupos e construção de apoios.

Na avaliação do deputado, a disputa segue aberta e deverá se intensificar a partir do próximo ano, com vantagem para quem conseguir reunir mais aliados e ampliar sua base política no Estado.

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