A Prefeitura de Cuiabá está considerando opções para atender ao crescente pedido dos pais que desejam deixar seus filhos nas creches municipais antes do horário oficial de início das atividades. Atualmente, muitas famílias precisam deixar as crianças a partir das 6h, devido à rotina de trabalho, mas a estrutura da rede municipal ainda não oferece suporte para esse atendimento antecipado. No entanto, o prefeito Abílio Brunini (PL) disse que o assunto precisa ser tratado com cautela, principalmente para não sobrecarregar os profissionais que atuam nas unidades escolares, pois eles têm horários fixos a cumprir.

Prefeito Abilio Brunini
“Estamos analisando essa demanda, mas é um tema sensível. Entendo que os pais querem deixar as crianças mais cedo, porém temos que respeitar o horário dos servidores. Não é justo exigir que eles façam um esforço além da carga horária contratada para suprir essa necessidade”, explicou o prefeito.
O gestor revelou que uma das soluções em estudo é a contratação de funcionários dedicados exclusivamente a receber as crianças antes do início das aulas.
“Existe a possibilidade de contratarmos profissionais que cheguem antes para cuidar das crianças, já que atualmente essa estrutura não está disponível. Porém, é fundamental que esses colaboradores tenham remuneração adequada e condições justas para exercer essa função”, detalhou.
O prefeito também enfatizou a responsabilidade da administração municipal em garantir a segurança dos alunos enquanto estiverem nas dependências das creches.
“Quando a criança está dentro da escola, a responsabilidade é da instituição. Não podemos simplesmente abrir os portões antes do horário, sem a presença de alguém qualificado para cuidar delas. Isso pode colocar as crianças em risco”, alertou.
Por fim, o prefeito afirmou que a proposta será elaborada em conjunto com as equipes escolares e com a participação dos pais e da comunidade.
“Queremos construir uma solução responsável, que assegure a proteção das crianças e também condições adequadas para os profissionais envolvidos. O diálogo será fundamental para isso”, concluiu.
















