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Governo estuda com Banco do Brasil condições especiais para renegociar dívidas dos servidores

A proposta é oferecer condições com juros reduzidos, possibilitando que trabalhadores saiam do superendividamento e tenham parcelas que caibam no orçamento mensal

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O Governo do Estado de Mato Grosso está em negociação com o Banco do Brasil para viabilizar a compra das dívidas de empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais. A proposta é oferecer condições com juros reduzidos, possibilitando que trabalhadores saiam do superendividamento e tenham parcelas que caibam no orçamento mensal.

A informação foi confirmada pelo secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (6), que debateu os impactos dos consignados na vida dos servidores.

“O governo está trabalhando junto ao Banco do Brasil tentando que ele estabeleça uma taxa de juros mais acessível para que, de alguma forma, consiga comprar essas dívidas e trazer um alívio nos valores que os servidores têm pago de parcelas. Isso está sendo tratado diretamente entre a Seplag, Sefaz e Banco do Brasil”, explicou o secretário.

Segundo Basílio, o objetivo é permitir que os servidores tenham acesso a um refinanciamento mais justo, com juros menores do que os praticados atualmente, especialmente em contratos feitos via cartão de crédito consignado, modalidade que será extinta pelo novo marco legal em elaboração.

“Esperamos que o Banco do Brasil, que é um parceiro nosso, consiga ofertar a menor taxa de juros possível para isso”, completou.

A medida faz parte de um pacote de ações do Estado para enfrentar o crescente endividamento dos servidores por meio de empréstimos consignados, que já compromete grande parte da renda mensal de milhares de trabalhadores. A situação veio à tona após uma série de denúncias de irregularidades nos consignados, como taxas altíssimas de juros e comprometimento do salário acima do permitido.

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