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Figueiredo diz que gestões atuais colocaram o “pé no freio” o que prejudica a prestação de serviços

Secretário estadual de Saúde participou de uma reunião com representantes do TCE, MPMT, Assembleia e Tribunal de Justiça para discutir medidas emergenciais na Saúde

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O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse nesta segunda-feira (9/12) que as atuais gestões estão colocando o “pé no freio”, o que está prejudicando a prestação de serviços à população. Segundo ele, uma intervenção na saúde de Cuiabá agora não resolveria os problemas que estão ocorrendo no setor e o que deve ser feito é discutir com os gestores atuais de Cuiabá e de Várzea Grande e os que vão assumir em janeiro medidas que protejam à população.

O secretário participou de uma reunião na Assembleia Legislativa com parlamentares e representantes do Tribunal de Contas, Ministério Público, Tribunal de Justiça e governo estadual para discutir a situação de emergência na saúde. O encontro não teve as participações de representantes das prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande e Figueiredo disse que não sabia se houve o convite.

“Nossa preocupação é com o caos que está se estabelecendo na saúde de Cuiabá e de Várzea Grande, aqui na Baixada Cuiabana e a preocupação no final desse ano, onde os prefeitos que estão no cargo colocaram o pé no freio nas ações da saúde. Essa preocupação foi debatida na reunião de hoje”, disse em entrevista.

“Nem os órgãos de controle e o Governo do Estado cogitam uma intervenção. Um prefeito eleito vai assumir nos próximos dias e não cai bem discutir e seria pouco resolutivo  uma intervenção. O que nós queremos é sentar com quem foi eleito e com aqueles que estão terminando o mandato para adotar medidas que possam proteger a população para o caos que está se estabelecendo. Quando começa a paralisar os serviços, botar menos leitos no hospital, parar cirurgias, faltar medicamentos, é colocar um pé no freio no final do exercício”, acrescentou o secretário.

Questionado se ele tem notícia da morte de algum paciente diante das dificuldades no atendimento, Figueiredo afirmou que não tem nenhuma informação, mas que a situação pode levar a óbitos.

“Não posso assegurar, fazer tal afirmativa , eu espero que não. Mas a falta de insumos, a falta de assistência, pode concorrer logicamente para a desassistência e, em geral, com óbitos, essa é a nossa preocupação”, observou.

Para o secretário estadual de Saúde a reunião foi muito importante para se buscar uma saída. Ele comentou sobre a decisão do desembargador Orlando Perri, de fazer uma convocação dos prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e de Várzea Grande, Kalil Baracat, e dos prefeitos eleitos Abílio Brunini e Flávia Moretti para se promover um debate sobre a situação da saúde.

“É convergência. Estamos todos preocupados com esta situação e tentando buscar soluções para amenizar este caos. Agora a decisão, a convocação que será feita pelo desembargador Orlando Perri convocando os gestores, que são os prefeitos atuais e os novos, para uma mesa, para um debate, uma conciliação que possa amenizar as possíveis necessidades que podem ocorrer em deficiência. É um debate, uma conciliação, que pode amenizar as possíveis necessidades que podem ocorrer das deficiências no atendimento. Todos podem sugerir, o que vai ser feito é um debate para aquilo que se pode fazer, nem sempre aquilo que se sugere é possível fazer, mas  vamos ouvir a todos”, disse Figueiredo, se referindo à sugestão da criação de um fundo emergencial.

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