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Filho de prefeita cassada cita ligações com parte do processo e pede suspeição de juiz

Cassação ocorreu após denúncia de compra de votos apresentada pela coligação adversária “Renovação com Experiência”

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Carlos Luiz Pereira Neto, conhecido como Cacá, filho da prefeita reeleita de Barra do Bugres (150 km de Cuiabá), Maria Azenilda Pereira (Republicanos), recorreu na terça-feira (19) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), pedindo a suspeição do juiz Arom Olímpio Pereira, que determinou a cassação do registro de candidatura da mãe dele e do vice-prefeito Arthur José Francisco Pereira.

A cassação ocorreu após denúncia de compra de votos apresentada pela coligação adversária “Renovação com Experiência”, liderada pelo candidato derrotado Luiz Sansão (Novo). Além da perda dos mandatos, Maria Azenilda e Arthur foram declarados inelegíveis por oito anos e condenados ao pagamento de multa de R$ 200 mil.

No recurso, a defesa de Carlos, assinada pelo advogado Maurício Magalhães Faria Neto, argumenta que o magistrado possui vínculos com pessoas ligadas à coligação denunciante, o que comprometeria sua imparcialidade. Segundo o documento, Mara Rejane Zanata Sansão, esposa de Luiz Sansão, trabalha no fórum como gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), subordinado ao juiz. Além disso, o advogado da coligação, Jorge Luiz Zanatta Piassa, seria sobrinho de Mara Rejane, enquanto sua mãe, Maria Helena Zanatta, é irmã da servidora.

O recurso também menciona que os filhos do juiz estudam na Escola Carrossel, pertencente à irmã da servidora vinculada ao magistrado. Para a defesa, esses laços pessoais configuram suspeição e invalidam as decisões proferidas no processo.

Denúncia de compra de votos

O processo eleitoral contra Maria Azenilda foi fundamentado em uma ata notarial em que Luciana Viana da Silva, moradora de Barra do Bugres, afirma ter recebido R$ 700 de Carlos Luiz, além de promessas de construção de um muro e uma colocação profissional. Segundo Luciana, a abordagem ocorreu em setembro de 2024, quando Carlos teria insistido em trocas de benefícios por apoio político.

Mensagens de WhatsApp anexadas ao processo corroboram as acusações. Em um dos trechos, Luciana corrigiu o valor recebido, afirmando que havia recebido R$ 700, e não R$ 1.000, como prometido. Carlos teria respondido que entregaria o restante posteriormente.

A defesa de Carlos, no entanto, pede a suspensão imediata do processo, apontando supostos vícios que poderiam resultar em danos irreparáveis caso novas eleições sejam convocadas antes de uma revisão judicial.

Maria Azenilda foi reeleita com 51,88% dos votos válidos, contra 47,57% de Luiz Sansão. O caso aguarda decisão do TRE-MT.

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