O prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin (MDB), que tomou posse como presidente da AMM – entidade que representa 128 dos 141 municípios de Mato Grosso -, alertou para a crise que os gestores municipais devem enfrentar no final de suas gestões, devido à queda na arrecadação provocada pela redução dos repasses constitucionais e pela possível quebra de safra no estado.
Segundo o líder municipalista, a seca que afeta 20 municípios mato-grossenses pode gerar uma perda de R$ 1,2 bilhão na arrecadação tributária do agronegócio. Além disso, a falta de chuvas pode comprometer a colheita, afetando o recolhimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
“É preciso analisar a situação econômica de cada município, pois a queda na produção faz o dinheiro parar de circular, quem pensava em trocar de carro, comprar ou construir, vai adiar esses planos, pois a principal fonte de renda de muitos municípios, que é a lavoura, está comprometida. A maior perda será no índice do Fethab, pois o governo já estima uma perda de R$ 1,2 bilhão por causa da baixa produção. Todos os municípios serão afetados pela queda na produção, mas os menores serão os mais prejudicados”, disse ele, em seu discurso de posse, nesta quarta-feira (3).
“Este ano é muito difícil, temos uma baixa nos repasses constitucionais, é um ano de encerramento de mandatos, então temos que ajudar os municípios a equilibrar as contas fiscais e ainda lidar com a quebra da safra. É um ano que já começa no vermelho”, completou.
Bortolin informou que até fevereiro a AMM deve elaborar um plano com ações para minimizar os danos dos municípios. O plano será feito em conjunto com o Tribunal de Contas (TCE-MT).
















