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Cuiabá estuda mandar jogos grandes fora de Mato Grosso após pressão “sem sentido” do Procon

Vice-presidente explicou que o clube vai repensar seu posicionamento, caso a perseguição continue
Gil Gomes/Agif

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A diretoria do Cuiabá estuda friamente mandar jogos considerados ‘grandes’ longe de Mato Grosso. O vice-presidente do clube, Cristiano Dresch, veio a público prestar esclarecimento sobre as notícias circuladas nos últimos dias acerca da polêmica envolvendo os valores cobrados nos ingressos para a partida contra o Flamengo, válida pela 18ª rodada do Brasileirão.

“O Cuiabá já recebeu várias propostas para tirar jogos contra grandes clubes da cidade, para jogar em Brasília, para jogar em Manaus, para jogar até no Espírito Santo. Temos a possibilidade de jogar em Brasília e arrecadar um lucro superior ao que nós vamos ter agora contra o Flamengo, sem ter nenhum tipo de problema, sem ter nenhum tipo de trabalho. Se continuarmos recebendo esse tipo de pressão, vamos ter que começar repensar nosso posicionamento em relação a isso”, explicou o mandatário auriverde.

O episódio, a qual Dresch cita, se dá pela “pressão” recebida da Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MT) nos últimos dias. O representante mato-grossense na elite foi notificado pelo órgão estadual por elevar o preço dos ingressos do setor visitante para o confronto diante da equipe carioca.

“A pressão que estamos recebendo do Procon está nos deixando assustados. O Cuiabá é fiscalizado há muitos anos, já fomos notificados por diversas vezes e sempre respondemos. Todas as vezes as notificações foram enviadas ao clube por e-mail ou correspondência, mas dessa vez três fiscais foram até a sede do CT com uma impressora para emitir ali um comprovante da notificação”, reclamou.

Ele acrescentou que, “três fiscais foram até a sede do Cuiabá com uma impressora para emitir a notificação no momento da autuação, algo que a gente nunca viu, nunca sofremos uma fiscalização deste tamanho. Por que estamos sofrendo essa pressão do Procon, quem está interessado com que o Cuiabá sofra esta pressão?”, questionou.

“Somos fiscalizados há muitos anos, prestamos serviço à população, cobramos por este serviço e o Procon que é um órgão de proteção está aí para isso, mas porque os funcionários estão dando entrevistas na televisão, falando sobre esse jogo e criando uma comoção estadual em relação a esse jogo, nós queremos saber o porquê e vamos descobrir quem está fazendo esta pressão sem sentido”, concluiu”

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