Por: Ronaldo Pacheco, Especial para o Esportes e Notícias
Quando surgiu em 1º de maio de 1949, o Clube Operário de Várzea Grande era para ser um local de confraternização dos trabalhadores e das bases populares. Passadas sete décadas, se tornou um caldeirão efervescente, capaz de despertar paixões arrebatadoras.

No ano em que completa 70 anos, o Operário Várzea-grandense teve um ano glorioso e de conquistas, sendo o vice-campeão estadual de 2019, com o comando de Eduardo Sacre de Campos “Dudu Campos”, e parceiros foi dado todas as condições que precisa um time de futebol para obter conquista e assegurar ao Operário calendário cheio, em 2020: vagas na Copa do Brasil e no Brasileirão da Série D. assim, o clube tem plenas condições de exaltar, valorizar e alavancar o futebol de Várzea Grande, além de apresentar aos cidadãos e às futuras gerações a diversidade de títulos e conquistas do time nos campeonatos.
O Chicote da Fronteira, como ficou conhecido, foi o responsável pela profissionalização do futebol de Mato Grosso, e ao completar 70 anos, neste 1º de Maio – Dia do Trabalho, tem muitas glórias, superação e tradição. Disputou a final do Campeonato de Mato Grosso em 24 oportunidades e conquistou 14 títulos.
Como gigante, as últimas decisões foram em 2019 e 2016, quando foi vice-campeão – ambas com derrotas para o Cuiabá Esporte Clube.
Fundado em 1º de maio de 1949, por um grupo de desportistas, liderados por Rubens dos Santos, seu primeiro presidente; professora Sarita Baracat e o Bispo Dom Campello de Aragão, o Operário nasceu para brilhar. Continua sendo um dos clubes mais importantes de Mato Grosso. Ganhou 14 títulos Estaduais (1964, 1967, 1968, 1972, 1973, 1983, 1985, 1986, 1987, 1994, 1995, 1997; 2002 e 2006), além de 10 vices e duas Copas Mato Grosso (2005 e 2009).
Por causa do amor de sua torcida, ficou conhecido como ‘A Alma Alegre de um Povo’. E, a combatividade dos jogadores tornando-o difícil de ser batido; e a paixão dos torcedores, que sempre viajaram para vê-lo jogar, lhe renderam outro apelido: Chicote da Fronteira.
Não existe nenhum evento oficial para comemorar os 70 anos do Operário, mas está inserido nos festejos dos 154 anos de fundação de Várzea Grande. Na casa de Artes existe a exposição “Tricolor – Passado, Presente e Glórias”, que conta parte da história da trajetória futebolística do clube.
“O Operário não é só um time. É uma história. A trajetória do time desde a data de sua fundação (1949) até os dias atuais é das mais riçadas do Centro-Oeste”, citou o ex-jogador, radialista e jornalista José Eustáquio Pulula da Silva.
Como exemplo, cita que, em 1967, quando o futebol mato-grossense se tornava profissional, diversos craques que atuavam no futebol amador foram contratados para defender o Operário. E o Chicote da Fronteira recebia apoio da torcida, para pagar os melhores jogadores.
Muitos craques envergaram a camisa tricolor, entre eles, Pulula da Silva, Bife, Gerson Lopes, Mão de Onça, Wendel, Mosca, Ivanildo, Násser Untar e Paulo Vitor, além de Neymar da Silva Santos – pai de Neymar Júnior, hoje no Paris (PSG). Neymar, o pai, foi campeão estadual em 1997, tendo o filho como ‘mascote’.
Rubens dos Santos gostava de lembrar que seu nome é uma homenagem à classe trabalhadora que comemora suas vitórias e glórias no dia 1º de maio, data da criação Operário. As três cores são por conta das primeiras camisas doadas pelo Bispo Dom Campello de Aragão, uniforme das cores do Fluminense, do qual Campello era torcedor fanático.
Parabéns Operário Várzea-grandense pelo seus 70 anos de historias




















