O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes converteu em preventiva a prisão em flagrante da ex-presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT) Jacira Maria da Costa. Além dela, a servidora Lindalva Cesária de Campos, lotada no Centro de Assistência Psicológica do Hospital Adauto Botelho, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (SES), também continua presa. A decisão é de quarta-feira (18).
Ambas vão continuar detidas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”. Elas são suspeitas de participarem de um grupo de bolsonaristas extremistas que invadiram e depredaram as sedes do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 8 de abril.
As servidoras deverão ser transferidas a Mato Grosso apenas na próxima semana. Também vai permanecer presa a técnica em enfermagem, concursada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de 36 anos, Jaqueline Konrad. Ela também está detida na Colmeia. Ao todo, 354 pessoas tiveram as prisões convertidas em preventivas.
Por outro lado, Marcio Gomes de Oliveira e Daniel Pereira de Almeida tiveram a liberdade provisória concedida. Ambos são patrocinados pelo advogado Akio Maluf Sasaki.
Eles se juntam à Ana Caroline Elgert, que é médica veterinária e servidora pública do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), João Batista de Castro, empresário em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá), Luciana Raimundo e Bruna Cristina Zaramella, de Rondonópolis (215 km de Cuiabá).
No entanto, o ministro impôs medida cautelar que proíbe os investigados de se ausentar-se da comarca de origem, recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana com uso de tornozeleira eletrônica, obrigação de se apresentar à Justiça quando forem convocados e todas as segundas-feiras, de sair do país, o cancelamento de todos passaportes emitidos no Brasil e suspensão de qualquer documento de porte de arma de fogo e de certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas, além de não poderem usar redes sociais.




















