Por Esportes & Notícias
Pouco mais de dois meses após a eleição, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), mudou de ideia e agora avalia privatizar o Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG).
Durante a campanha eleitoral de 2020, Kalil havia descartado a possibilidade de privatizar o DAE/VG em reuniões e entrevistas.
Porém, nesta quarta-feita (27), o presidente da Câmara Municipal, Fábio Tardin (DEM), revelou que o estudo técnico sobre a possibilidade de privatização do DAE/VG já está sendo elaborado pela gestão do prefeito Kalil Baracat.
“O prefeito em um certo momento falou que não tinha interesse [privatizar o DAE/VG], hoje já está pensando diferente. Vamos aguardar o levantamento, o estudo técnico que está sendo feito para colocar e ver se é viável se não é, se vamos privatizar, não vamos privatizar. Tenho certeza que nesses 60 dias, vamos começar uma nova era para Várzea Grande”, afirmou.
Tardin descartou a possibilidade do projeto de privatização do DAE/VG ser apresentado pela Câmara Municipal. “É uma posição minha, o projeto tem que vir do Poder Executivo. Tenho certeza que o prefeito Kalil, já tive várias conversas com ele, está fazendo os estudos para que possamos decidir se vamos continuar com o DAE/VG, com a Prefeitura alocando investimentos, ou se vamos mandar a mensagem para a Câmara Municipal para a privatização do DAE/VG. Esta é a minha opinião, privatização já”, confirmou.
Mesmo com a quarta Estação de Tratamento e Distribuição de Água (ETA) que está em construção na região do Cristo Rei, o presidente da Câmara Municipal opinou que não vai resolver o crônico problema de água da cidade.
“A nova ETA está em pleno vapor, já havia sido licitado na gestão passada, acredito que dentro de cinco meses já estará fornecendo água para a grande região do Cristo Rei, desafogando o centro, porém, na minha humilde opinião, isso não vai resolver o problema de água de Várzea Grande. O problema só será resolvido, como foi feito em Cuiabá, privatizando”, avaliou.
Para Tardin, é inadmissível que Várzea Grande ainda sofra com problemas de água. “O DAE/VG arrecada no máximo R$ 4 milhões e não tem o poder de fazer investimentos e o povo da cidade não suporta mais viver sem água, numa cidade que é cercada pelo rio, é inadmissível isso.
Sobre os culpados para o problema de água que se arrasta há anos, o presidente culpa a falta de investimentos no DAE/VG. “A cidade cresceu desordenadamente e o DAE/VG não conseguiu suprir as demandas de água. Nós conseguimos captar água suficiente, mas não conseguimos distribuir porque se prede em redes antigas e precisa de grande investimento. Os prefeitos que lá passaram não fizeram o aporte necessário no departamento, deu no que deu”, concluiu.


















