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Wilson rebate críticas de colegas e pede aprovação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão para habitação

Ex-prefeito da capital, Wilson disse compreender o posicionamento de Abílio ao defender lotes maiores
DEPUTADO WILSON SANTOS | FOTO: ÂNGELO VARELA/ALMT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) declarou apoio ao pedido do Governo de Mato Grosso para contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado à construção de moradias populares no Estado. Segundo o parlamentar, a proposta reúne todos os requisitos necessários para aprovação e representa um investimento estratégico em infraestrutura e habitação.

Ao comentar a matéria, que foi analisada pela Assembleia Legislativa às vésperas do período eleitoral, Wilson afirmou que não vê motivos para adiar a votação.

“O empréstimo tem meu voto, voto a favor. Tudo o que for a favor de habitação, estradas, pontes e investimento tem o meu voto, tem o meu apoio”, afirmou nesta quarta-feira (1º).

O deputado rebateu as críticas de parlamentares que consideram que o Executivo encaminhou o projeto em cima da hora, dificultando uma análise mais aprofundada sobre a distribuição dos recursos entre os municípios.

Para Wilson, o governador assumiu o comando do Estado há poucos meses e busca acelerar investimentos considerados prioritários.

“O governador assumiu recentemente, tem três ou quatro meses que ele assumiu, e ele quer trazer dinheiro para investimento, é o que mais a gente quer. Eu não tenho como postergar essa discussão. Aqui a maioria dos deputados já está no segundo ou terceiro mandato, nós temos experiência nisso. O dinheiro não vem de instituição privada, nem de banco público. As taxas são de mercado, acessíveis, o governo tem capacidade de pagamento e todas as condições estão sendo atendidas. Então, para investimento, tem total apoio meu”, declarou.

Debate sobre tamanho mínimo dos terrenos

Durante a entrevista, Wilson também comentou a discussão envolvendo o decreto do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que estabeleceu restrições para construções em terrenos com área inferior a 200 metros quadrados. O tema ganhou repercussão após o governador defender que a medida não inviabilize programas habitacionais federais, como o Minha Casa, Minha Vida.

Ex-prefeito da capital, Wilson disse compreender o posicionamento de Abílio ao defender lotes maiores, mas ponderou que a regra não pode impedir a execução de programas financiados pelos governos estadual e federal.

“Eu entendo perfeitamente o pensamento do prefeito Abílio, ele tem razão. Um lote de 7 por 20, de 10 por 14 é pequeno. Mas, infelizmente, o programa Minha Casa Minha Vida é desse jeito. Nós não podemos perder o Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

O parlamentar explicou que o município tem autonomia para exigir terrenos maiores apenas em projetos habitacionais custeados exclusivamente com recursos da prefeitura.

“Nos programas exclusivos da prefeitura, ele pode estabelecer essa metragem mínima de áreas com, no mínimo, 200 metros quadrados. Agora, em programas do Estado e da União, ele não tem como impedir. Ele não tem esse direito de impedir”, concluiu.

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