O senador Wellington Fagundes (PL) rechaçou as especulações sobre uma possível retirada de sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e atribuiu os rumores à sua posição de destaque nas pesquisas eleitorais para 2026.
A manifestação ocorreu nesta semana, durante discurso na tribuna do Senado, em meio às discussões de bastidores sobre a formação das chapas que disputarão o Palácio Paiaguás. Sem citar nomes, Wellington afirmou que adversários políticos utilizam esse tipo de narrativa para tentar enfraquecer sua candidatura.
“No Mato Grosso é a mesma coisa. Eu estou sempre apontando todas as pesquisas como o primeiro lugar, e a mesma forma que os nossos adversários utilizam, é tentar desestabilizar. O importante, eu acho, é pedir a Deus realmente que nos dê energia, força, porque o nosso trabalho é um sacerdócio, é servir à população. Fique firme, nós vamos nos encontrar”, declarou.
A fala foi feita após o senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) relatar que enfrenta situação semelhante em seu estado, diante de notícias que apontariam uma suposta desistência de sua candidatura ao governo de Minas Gerais.
As declarações de Wellington ocorreram poucas horas depois de o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) admitir a existência de rumores em Brasília sobre uma eventual mudança nos planos do PL para a disputa estadual. Segundo o parlamentar, interlocutores da capital federal comentam a possibilidade de o senador deixar a corrida ao governo ou ter sua candidatura revista pela direção nacional da legenda.
“Nós vamos aguardar pelo menos alguns dias a mais para ver como vai ser o cenário nacional. Porque o quadro nacional vai acabar influenciando aqui, e, pela conversa que tem aí, pelo menos de bastidores, é muito forte. As conversas são de que pode sim o senador Wellington desistir ou retirarem ele. Não sei, pelo menos as conversas de bastidores são essas. Nunca conversei com ele, nunca conversei com ninguém no PL”, afirmou Botelho.
Apesar das especulações, Wellington utilizou a tribuna para reforçar que segue no projeto de disputar o comando do Executivo estadual, indicando que não pretende recuar da pré-candidatura e classificando as movimentações como parte da disputa política antecipada em Mato Grosso.

















