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Pré-candidato ao Senado afirma que críticas são legítimas, mas condena fake news e ataques pessoais

Mauro também criticou a legislação brasileira sobre responsabilização por divulgação de informações falsas, classificando as punições como brandas
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

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O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), afirmou nesta sexta-feira (12), que está preparado para enfrentar as críticas que devem marcar o período eleitoral e garantiu que responderá aos ataques com base em fatos e, quando necessário, por meio da Justiça. Segundo ele, divergências fundamentadas fazem parte do ambiente democrático, mas ataques baseados em informações falsas precisam ser combatidos.

Ao falar sobre a possibilidade de sua gestão se tornar alvo de adversários durante a campanha, Mauro disse que encara com naturalidade as críticas legítimas, mas condenou a disseminação de fake news e as ofensas direcionadas à sua família.

“A crítica, quando é em cima da verdade, ela é necessária e faz parte da democracia. O problema é quando as pessoas mentem, fazem fake news, distorcem ou fazem agressões à família, aos meus filhos, à minha esposa. Isso é lamentável”, declarou.

O ex-governador ressaltou que, diante de acusações falsas, prefere recorrer ao Poder Judiciário em vez de reagir de outra forma. Segundo ele, diversas ações judiciais já foram ajuizadas contra pessoas que, em sua avaliação, divulgaram informações inverídicas a seu respeito.

“Quando o cara fala uma mentira, faz um ataque, ou você vai partir para a porrada e quebrar a cara dele, mas eu não vou fazer isso porque sou uma pessoa civilizada. Você tem que ir para a Justiça. E eu estou processando gradativamente todos esses elementos, todas essas pessoas mentirosas que fazem fake news”, afirmou.

Mauro também criticou a legislação brasileira sobre responsabilização por divulgação de informações falsas, classificando as punições como brandas e a tramitação dos processos como excessivamente lenta. Para ele, caso seja eleito senador, defenderá mudanças na legislação para endurecer as consequências contra quem espalha mentiras.

“Tenho certeza que vou trabalhar, se tiver essa oportunidade de ser senador de Mato Grosso, para que haja uma atualização. As pessoas de bem, os jornalistas de bem, que são a grande maioria absoluta, sejam respeitados no seu trabalho e não exista essa coisa maluca de algumas pessoas que falam o que querem, mentem, atacam e acabam pagando muito pouco por isso”, disse.

Como exemplo, Mauro citou uma ação judicial movida contra um jornalista, iniciada em 2017, que, segundo ele, somente agora resultou em uma condenação em primeira instância.

“Um dia desses consegui uma condenação contra um jornalista aqui da cidade. Vai dar um valor para mim de R$ 100 mil e para a Virgínia de R$ 100 mil. Ele teve a casa bloqueada. É um processo de 2017, quase dez anos depois. O valor até acho razoável, mas olha o tempo que demorou para sair a condenação em primeira instância. Ainda tem outras instâncias para percorrer. Isso mostra o quanto a legislação precisa ser atualizada”, concluiu.

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