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“Se colocar vagabundo, em dois anos quebra de novo”, diz Mauro sobre sucessão no Estado

Governador defendeu que a continuidade administrativa é determinante para manter o equilíbrio fiscal alcançado nos últimos anos
O governador Mauro Mendes, durante sa entrega do asfalto Crédito - Mayke Toscano/Secom

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), subiu o tom ao falar sobre a sucessão estadual e fez um alerta direto ao eleitorado: o Estado pode “quebrar em dois anos” caso seja comandado por alguém que classifica como “vagabundo” e “inexperiente”. A declaração foi dada nesta terça-feira (24), em entrevista à Rádio Band Juína.

Sem citar nomes, Mendes defendeu que a continuidade administrativa é determinante para manter o equilíbrio fiscal alcançado nos últimos anos. O governador apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.

“Se tiver gente séria no governo, vai continuar fazendo muita coisa. Se colocar nego vagabundo lá, inexperiente, pode ter certeza que em dois anos quebra o Estado de novo”, afirmou.

Foco na BR-170

Ao comentar sobre investimentos na região de Juína, Mendes afirmou que a prioridade da atual gestão é concluir a BR-170, considerada por ele a principal obra em andamento. Segundo o governador, novas intervenções estruturantes deverão ficar para a próxima administração.

Ele ponderou que não é possível prometer o início de novos grandes projetos neste momento, uma vez que o foco está na finalização das obras já contratadas. Após a conclusão da rodovia, disse, caberá ao próximo governo definir novas prioridades.

Recado político

A fala ocorre em meio às articulações para 2026 e reforça o discurso de continuidade adotado pelo grupo governista. Mendes condicionou a manutenção de investimentos, obras e equilíbrio das contas públicas à “qualidade, seriedade e competência” do próximo gestor.

Nos bastidores, aliados avaliam que o discurso endurecido marca o início mais explícito do embate eleitoral, com recado claro sobre o perfil que o atual governador considera apto a assumir o comando do Estado.

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