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Presidente da Câmara denuncia “rombo” de R$ 113 milhões e vê risco de colapso nas contas de Várzea Grande

Wanderley Cerqueira acusa gestão municipal de endividamento crescente e aponta dificuldades em pagamentos de serviços essenciais

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), fez duras críticas à gestão da prefeita Flávia Moretti durante sessão legislativa nesta terça-feira (26), ao afirmar que o município enfrenta um “rombo” financeiro que pode levar a cidade ao colapso das contas públicas. Segundo o parlamentar, a dívida acumulada em 2025 ultrapassa R$ 113 milhões, com base em dados oficiais encaminhados pelo Executivo à Câmara.

“Estou falando com dados reais. Está aqui o balanço enviado para a Câmara. Só de dívida da gestão dela são R$ 113.714.631,87”, disparou o presidente da Casa de Leis.

Wanderley afirmou ainda que, enquanto o passivo cresce, o município acumula atrasos em pagamentos de fornecedores e prestadores de serviços essenciais, além de dificuldades na emissão de certidões negativas por conta da inadimplência.

“Uma gestão que quer abrir mais secretarias, não paga servidor, não paga fornecedor e ainda tenta jogar a culpa na Câmara”, criticou.

O presidente também contestou a versão do Executivo sobre o financiamento do Finisa, da Caixa Econômica Federal, voltado a obras de infraestrutura. Segundo ele, o prazo para utilização do recurso teria sido perdido pela administração municipal.

“O Finisa perdeu o prazo. Conversei com o superintendente da Caixa Econômica Federal e ele confirmou que o prazo de 2025 já tinha sido perdido”, afirmou.

Durante o discurso, Wanderley ainda citou supostos atrasos em áreas sensíveis da administração, como fornecimento de oxigênio, realização de exames e alimentação no Pronto-Socorro do município.

“Não paga o oxigênio do Pronto-Socorro, não paga a tomografia, não paga o padeiro que entrega pão para os doentes, não paga a empresa do marmitex”, afirmou.

O vereador também criticou um contrato de R$ 11,7 milhões para reforma do telhado do Pronto-Socorro, comparando o valor com obras realizadas no Legislativo municipal.

Na parte final da fala, o presidente reagiu a declarações atribuídas à prefeita, que o teria chamado de “bandido”, e defendeu sua atuação à frente da Câmara.

“Eu tenho medo de cadeia. Que exemplo vou dar para os meus filhos se eu for preso?”, declarou durante a sessão.

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