Max Russi (PSB), o novo presidente da Assembleia Legislativa, declarou insatisfação com o andamento das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) na região da Avenida do CPA, em Cuiabá
Apesar da insatisfação, ele aconselhou cautela ao governador Mauro Mendes (União) quanto a uma possível decisão contra o consórcio responsável pelo projeto. Russi sublinhou que a rescisão do contrato deve ser cuidadosamente analisada antes de ser executada, para evitar prejuízos aos cofres do estado.
“À Assembleia cabe a fiscalização, o acompanhamento, e confesso que nem a Assembleia, nem o deputado estão satisfeitos com o andamento das obras. Esperamos que o Poder Executivo tome todas as providências no sentido de fazer com que essa obra avance”, afirmou.
“É lógico que uma rescisão de contrato tem que ser muito bem pensada, porque qualquer decisão nesse sentido pode dificultar e atrasar ainda mais essas obras. Então, eu acho que o governo, junto com a empresa, pode contar com a Assembleia, o Tribunal de Contas e outros órgãos acompanhando para dar agilidade a essa obra tão importante para Cuiabá”, acrescentou.
O governador ainda não definiu se vai rescindir o contrato com o consórcio responsável pelas obras do BRT. Ele afirmou que, no final do ano passado, realizou uma repactuação com as empresas responsáveis pelo projeto, estabelecendo novos prazos. No entanto, o acordo não vem sendo cumprido, e as obras têm avançado de forma lenta nos últimos meses.
Mauro comentou que o consórcio tem enfrentado dificuldades para conduzir a obra e que a rescisão pode ser “o melhor remédio” neste momento, mas precisa ser realizada de forma calculada, sem basear-se apenas em “apelos ou convicções”.


















