Novos detalhes revelados pela defesa da família de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, apontam que Claudinei da Silva, suspeito de matar a própria filha em Várzea Grande, já havia sido preso anteriormente por tentar matar a mãe da menina. Segundo a advogada Dayanne Rodrigues, que representa a mãe de Olga, Mayara possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro desde 2018, após ser vítima de uma tentativa de homicídio.
“Ele já havia atentado contra a vida dela em 2018. Foi feita uma medida protetiva e ela saiu de casa com a Olga por questões de segurança”, afirmou a advogada.
De acordo com Dayanne, o episódio ocorreu quando Olga ainda era criança. Claudinei teria mantido mãe e filha em cárcere privado por três dias antes de obrigar Mayara a acompanhá-lo até seu local de trabalho para pedir demissão. “Ele obrigou a mãe da Olga a pedir conta do serviço. Colocou ela e a Olga na bicicleta e estava armado com uma faca”, relatou.
A advogada contou que, ao chegar ao estabelecimento comercial, Mayara conseguiu escapar e pedir ajuda. “Quando chegou no Atacadão, a mãe da Olga pulou da bicicleta e pediu socorro. Nesse momento, Claudinei desferiu duas facadas nela”, disse.
Segundo a defesa, os golpes atingiram a perna e a região abdominal da vítima. “As facadas acertaram a barriga, de raspão, e também a perna dela”, acrescentou.
Após o crime, Claudinei foi preso e permaneceu afastado da família por anos. Conforme a advogada, Olga praticamente não conviveu com o pai durante esse período. “Ela não lembrava muito dele, mas tinha vontade de conhecer o pai. Quando ele procurou a família dizendo que queria se reaproximar da filha, a mãe autorizou os encontros”, explicou.
A defesa afirma que as visitas aconteciam de forma esporádica e sempre próximas à residência da avó materna. Segundo Dayanne, Olga nunca havia dormido na casa do pai até o fim de semana em que ocorreu a tragédia. “Foi a primeira vez que ela dormiu na casa do pai. Nunca tinha acontecido antes”, destacou.
A advogada também contestou informações que circulam sobre uma suposta conversa da menina com um colega por aplicativos de mensagens. “A Olga não tinha celular. Ela falava com o pai pelo telefone da mãe e com a mãe pelo telefone do pai. Essa versão de conversas por redes sociais não procede”, afirmou.
Enquanto a investigação avança, a defesa acompanha a realização de perícias e aguarda a conclusão dos laudos técnicos.
A prisão em flagrante de Claudinei já foi convertida em preventiva pela Justiça. Ele permanece detido enquanto a Polícia Civil apura todas as circunstâncias da morte da menina.
A Politec realizou os trabalhos periciais. O corpo de Olga Beatriz foi encaminhado ao IML para os exames de necropsia.
A Polícia Civil segue investigando o caso.


















