O investigador da Polícia Civil Djande de Souza Santos, lotado na Delegacia de Pontes e Lacerda, foi alvo de mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares determinadas pela Justiça em uma investigação que apura a suposta prática de tortura dentro da unidade policial.
As medidas foram cumpridas nesta semana após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público. O servidor é suspeito de envolvimento em um episódio ocorrido em 31 de janeiro deste ano, quando um homem detido teria sido submetido a agressões no interior da delegacia. Conforme as investigações, o fato foi registrado por câmeras de monitoramento.
Além da suspeita de tortura, a decisão judicial cita outros episódios envolvendo o investigador que passaram a ser analisados durante as apurações.
Entre eles está o extravio de uma arma pertencente à Polícia Civil, ocorrido em 2023, além do furto de uma motocicleta oficial que estava sob sua responsabilidade em janeiro de 2026.
O servidor também é mencionado em um acidente registrado anteriormente que resultou na morte de um policial civil. O caso integra o histórico analisado pelos investigadores durante a apuração conduzida pela Delegacia Regional de Pontes e Lacerda com acompanhamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Diante dos elementos reunidos, a Justiça determinou buscas na residência do policial, autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos para extração de dados e determinou seu afastamento cautelar das funções.
A decisão também prevê o recolhimento da arma institucional e proíbe o investigador de frequentar unidades da Polícia Civil ou manter contato com testemunhas e servidores ligados às investigações.
A Polícia Civil informou que os trabalhos continuam para identificar a suposta vítima de tortura, esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e verificar a possível participação de outras pessoas, além de apurar eventual vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.


















