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“O União Brasil precisa definir logo esse caminho”, diz Júlio sobre disputa ao Governo

Deputado defende pré-convenção para partido decidir entre candidatura própria ou apoio à reeleição de Pivetta
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O deputado estadual Júlio Campos defendeu que o União Brasil antecipe as discussões sobre a eleição de 2026 e realize uma pré-convenção entre os meses de maio e junho para definir os rumos da sigla na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O objetivo, segundo o parlamentar, é decidir com antecedência se o partido lançará candidatura própria,  possivelmente com o senador Jayme Campos,  ou se apoiará a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta.

A proposta surge em meio às divergências internas dentro do União Brasil. Enquanto uma ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes defende a manutenção da aliança com Pivetta, outro grupo avalia que a sigla precisa preservar protagonismo político nas eleições estaduais. Para Júlio Campos, prolongar a indefinição até o período oficial das convenções pode gerar desgaste e prejudicar a organização eleitoral do partido.

“O União Brasil precisa definir logo esse caminho. Ficar alimentando dúvida até as convenções só gera desgaste político”, afirmou o deputado durante entrevista ao programa Opinião, da TV Pantanal.

Segundo Júlio, a recente federação entre União Brasil e Progressistas também tornou o processo mais complexo, já que as decisões precisarão passar por etapas internas dos dois partidos antes da homologação final pela federação União Progressistas em Mato Grosso.

“Primeiro haverá a convenção do União Brasil, depois a do Progressistas, para somente depois a federação homologar a decisão. É um processo complexo e demorado”, disse.

O parlamentar também argumenta que a ausência de candidatura própria ao Governo pode enfraquecer o desempenho do partido nas eleições proporcionais para deputado federal e estadual.

“Se nós não disputarmos a eleição com candidato próprio a governador, só elegemos um deputado federal e apenas dois deputados estaduais. Se, por outro lado, tivermos candidato a governador, acredito que faremos de dois a três deputados federais e pelo menos quatro ou cinco deputados estaduais”, declarou.

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