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“Não posso dar chibatada”, diz Mauro sobre presos que não querem trabalhar em obras

Governador afirma que detentos ligados a facções rejeitam o trabalho e que o Estado não tem instrumentos legais para obrigá-los

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O governador Mauro Mendes (União) afirmou que o Estado não pode obrigar presos a trabalharem em obras públicas e, por lei, a decisão depende exclusivamente da vontade dos detentos. Ele destacou que, mesmo que quisesse, não teria instrumentos legais para forçar os reeducandos ao trabalho. Segundo ele, “se pudesse dar uma chibatada talvez resolveria, mas isso não é permitido”.

Mauro pontuou ainda que a maior resistência parte de detentos ligados a facções criminosas, que não demonstram interesse em integrar frentes de serviço. Para o governador, essa limitação deixa o Estado sem condições de contar com a mão de obra carcerária como solução para a carência de trabalhadores.

“Primeiro, os faccionados não querem trabalhar. A lei não obriga ninguém a trabalhar, ele trabalha se quiser, não é obrigado a trabalhar. Então, não posso eu, governador, secretário, ninguém do Executivo, pegar o cara lá, dar uma chibatada nele. Se pudesse, talvez seria bom, mas não podemos fazer isso e obrigar ele a trabalhar. Então nós estamos à mercê da vontade ou dele querer trabalhar”, declarou nesta quinta-feira (2).

A resposta foi dada após questionamentos sobre a possibilidade de usar presos em obras de grande porte realizadas pelo governo, como a implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Mendes finalizou dizendo que atualmente na Penitenciária Central do Estado (PCE) a média de presos que querem trabalhar é de 10  a 15%.

 

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