Após anunciar uma obra emergencial de R$ 29 milhões para solucionar o tráfego da rodovia MT-251 no trecho do Portão do Inferno, o governador Mauro Mendes (União) descarou elencar como prioridade em sua gestão a implementação e execução da rodovia MT-030. A declaração foi dada em entrevista coletiva à imprensa na tarde de quinta-feira (28).
O projeto de uma nova rodovia de acesso à Chapada dos Guimarães foi levantada por diversos deputados estaduais na Assembleia Legislativa para facilitar o tráfego de pequenos veículos e médios caminhões. O projeto defendido pelos parlamentares previa o início da pavimentação na Ponte de Ferro, seguindo junto ao linhão da usina do Rio do Casca até a MT-251, na altura da subestação de energia de Chapada dos Guimarães.
“Temos que fazer várias simulações, traçados, topografia, ver local, se encontra sítio arqueológico. A obra é complexa devido à diferença de altitude de quase 600 metros entre Cuiabá e Chapada. Gastos imprevistos poderão levar a obra custar até R$ 1 bilhão. Há, ainda, as fases burocráticas, o Estado precisa da autorização dos órgãos federais Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Para fazer um projeto desse demora certo tempo, porque temos que escolher traçado, fazer várias rotas. Temos um problema que é sair de uma altitude de 200 metros e chegar em uma altitude de 800 metros. Não é apontar um dedo e falar ‘é por aqui que vamos’. Temos que fazer várias simulações, traçados, topografia, ver local, se encontra sítio arqueológico no meio do caminho e expressões rupestres que tem muito naquela região”, declarou o governador.
“Um licenciamento desse, só para fazer o arrimo, é no mínimo um ano. Depois, fazer a tramitação no Ibama, no ICMBio, é no mínimo mais um ano”, acrescentou.
Apesar de não ter previsão orçamentária, o governador afirmou que a construção da rodovia é um projeto necessário. Por isso, encara a obra da rodovia MT-030 como um projeto do Estado de Mato Grosso, ou seja, que independente de gestão, possa ser analisado e avançado para a fase de conclusão.
“É um projeto que vai demandar um esforço prévio bastante intenso. Para termos uma noção de quanto vai custar essa obra, só com o projeto na mão. Existe essa intenção de fazer, mas com tudo isso que coloquei aqui dá para ter uma clara compreensão de que não é algo para fazer a toque de caixa”, afirmou.
















