O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de restituição de dois relógios Rolex ao advogado Mauro Thadeu Prado de Moraes, filho do desembargador Sebastião de Moraes Filho. Os relógios foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Mauro alegou que os relógios foram presentes de formatura e possuem valor sentimental, mas Zanin considerou que os itens ainda podem ser relevantes para a investigação, podendo ser caracterizados como produtos de crime. O ministro indeferiu o pedido, afirmando: “São bens que ainda podem interessar à investigação e que podem caracterizar produto de crime.”
Além disso, Mauro teve negado um pedido para viajar a São Paulo para acompanhar a cirurgia de sua mãe, Marlene, mantendo-se a restrição imposta a ele no âmbito das investigações.
Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal indicam que Sebastião de Moraes Filho teria condicionado decisões judiciais ao favorecimento do filho. Conversas reveladas sugerem uma relação próxima entre o desembargador e Roberto Zampieri, advogado assassinado em dezembro de 2023, implicando a concessão de vantagens indevidas a familiares do magistrado.
A defesa de Mauro esclareceu que os relógios foram adquiridos em 1996 e 1997, e que um deles não está funcionando, conforme o Auto de Apreensão. Documentos comprobatórios da propriedade dos itens foram apresentados, e a defesa aguarda uma nova decisão judicial.

















