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Mesmo com direitos políticos suspensos, Pitucha insiste em candidatura na cidade de Alto Garças

Júnior que já foi prefeito do município, teve o mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por três anos

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Por Esportes & Notícias

O candidato Cezalpino Mendes Teixeira Júnior, conhecido como Júnior Pitucha (PL), concorre ao cargo de prefeito na cidade Alto Garças (357 km de Cuiabá), porém, ele está com os direitos políticos suspensos, em decorrência de duas condenações de improbidade administrativa.

No site de divulgação de candidaturas e contas eleitorais, consta que a candidatura de Júnior foi aprovada, por meio de um recurso protocolado por seus advogados na Justiça.

O candidato concorre com Angelita (Republicanos), que aparece em primeiro nas pesquisas. Júnior requereu junto à Justiça Eleitoral o restabelecimento dos seus direitos políticos, direito de votar e de ser votado, expedição de Certidão de Quitação Eleitoral, bem como que não seja anotado em seu cadastro eleitoral a hipótese de inelegibilidade por condenação pelo crime “contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público”.

Cezalpino Mendes está com os direitos políticos cassados em função de duas condenações por improbidade administrativa, ambas já transitadas em julgado. A primeira suspensão, com duração de 3 anos, passou a valer a partir de 29 de outubro de 2020, data da confirmação da sentença. A segunda, também com suspensão de 3 anos, começou em 26 de agosto de 2021, após a decisão definitiva da condenação.

Júnior que já foi prefeito do município, teve o mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por três anos, após ser condenado por improbidade administrativa. A decisão, tomada pelo juiz Pedro Davi Benett, inclui ainda o pagamento de uma multa equivalente a 97 vezes o valor que o ex-prefeito recebia de salário em 2006.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, apresentada pelo promotor Márcio Florestan Berestinas, Junior Pitucha fez 121 contratações temporárias entre janeiro e abril de 2006 sem realizar concurso público, conforme exige a lei.

Mesmo após o Tribunal de Contas do Estado ter identificado as irregularidades na primeira fase, em que 97 contratações foram feitas, o prefeito seguiu com mais 24 admissões, desrespeitando as orientações e agravando a violação.

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